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Oposição volta a pedir reconvocação e o afastamento de Palocci do ministério

Folhapress
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Brasília - A oposição reagiu negativamente às novas denúncias envolvendo o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Integrantes do PSDB e Psol voltaram a pedir ontem o afastamento e reconvocação de Palocci. A reação ocorreu após o surgimento de novas denúncias feitas pelo caseiro Francenildo Santos Costa, que trabalhou no local onde se reuniam integrantes da chamada “República de Ribeirão Preto” em Brasília. O caseiro desmentiu o depoimento dado por Palocci à CPI dos Bingos e disse que o ministro era freqüentar assíduo do lugar.

O Ministério da Fazenda já divulgou uma nota nesta terça-feira uma nota negando que Palocci tenha freqüentado tal casa. “O ministro reafirma o que disse no depoimento à CPI (dos Bingos). Que nunca foi à casa e que não tem conhecimento das atividades que aconteciam lá, e que, portanto, tanto o caseiro quanto o motorista não estão falando a verdade”, diz a nota. Mesmo após a negativa de Palocci, a oposição decidiu insistir na reconvocação de Palocci.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) defende que tanto Palocci como o caseiro sejam convocados a depor na CPI dos Bingos. “O caseiro está desmanchando a casa”, disse. Os tucanos foram mais críticos e pediram o afastamento do ministro da Fazenda. “O ministro deve explicações. Já deveria ter se afastado”, disse Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Para o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), Palocci deveria se afastar e prestar novos esclarecimentos à CPI. “Ministros já foram demitidos ou convidados a se retirar por muito menos do que a soma de denúncias que envolvem Palocci. Acho que ele próprio deveria pedir o seu afastamento e vir dar explicações já fora do governo para preservar o cargo e o governo federal”, afirmou Thame (PSDB-SP).

Resposta

O ministro considerou mentirosa a denúncia feita pelo caseiro Francenildo Santos Costa, que trabalhava na casa alugada em Brasília pelos ex-assessores da prefeitura de Ribeirão Preto, Vladimir Poleto e Rogério Buratti. Em conversa por telefone com os senadores Tião Viana (PT-AC) e Ideli Salvatti (PT-SC), o ministro afirmou que não se ocupará para responder às denúncias. “Ele acha que é uma mentira e que não deve perder tempo com mentira”, afirmou o senador.

Na conversa, Palocci afirmou que não dirige há 15 anos, o que contraria uma afirmação do motorista, que disse que o ministro chegava à residência, chamada de “república de Ribeirão Preto” pela oposição, dirigindo o carro que pertencia a Ralf Barquete, ex-assessor da prefeitura. Viana levantou suspeitas sobre as denúncias. Disse ter ouvido comentários de que Francenildo teria as despesas pagas por políticos para dar entrevista com acusações a Palocci.

O senador, no entanto, recusou-se a apontar os supostos responsáveis. Hoje, a Polícia Federal deve ouvir o depoimento do caseiro exclusivamente para a CPI dos Bingos. Depois, a íntegra das declarações será repassada à comissão que, mesmo assim, deve convocá-lo para depor ainda nesta semana.

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Ministro segue na Fazenda

Brasília - O ministro Antônio Palocci permanecerá no comando do Ministério da Fazenda durante a campanha eleitoral e garantiu que sucessão eleitoral não causará turbulências na economia. “Eu estou muito seguro que nós teremos uma eleição sem turbulência”, disse o ministro ontem durante conferência telefônica feita para a Tendências Consultoria.

Palocci relatou que conversou ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os dois chegaram à conclusão que seria melhor o ministro permanecer no cargo. “Posso dizer de forma definitiva, após a conversa que tive ontem com o presidente Lula que ficarei no ministério (durante a campanha)”, afirmou.

O nome do ministro, que vem sendo alvo de uma série de denúncias sobre corrupção em Ribeirão Preto no período em que foi prefeito da cidade, chegou a ser cogitado para assumir a coordenação política da campanha de reeleição de Lula - cargo que já havia ocupado em 2002.

Para Palocci, a disputa política pode até gerar debates agressivos, mas a economia não sofrerá turbulências. Ele avalia que isso é uma mudança de comportamento dos agentes econômicos, que hoje estão mais maduros.

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