Paris - Estudantes e policiais voltaram ontem a se enfrentar em Paris, em meio aos protestos contra uma nova lei que permite contratar com maior facilidade os recém-formados, mas que, em contrapartida, não lhes dá por dois anos alguns direitos trabalhistas.
Os confrontos de ontem ocorreram nas imediações da Sorbonne, uma das universidades públicas parisienses. Em Bordeaux, um grupo de estudantes invadiu a sede regional da UMP, partido do presidente Jacques Chirac e do primeiro-ministro Dominique de Villepin. Foram desalojados pela polícia sem maiores incidentes.
A quarta-feira foi incomparavelmente mais calma que a véspera, quando nove policiais saíram feridos do confronto com 4 mil estudantes no Quartier Latin, em Paris. Uma dezena de manifestantes foi detida. A agenda de protestos deverá se aquecer com as manifestações programadas para hoje e sábado. As centrais sindicais participarão pela primeira vez. Os partidos de esquerda, em crise de identidade, estão convocando seus militantes.
Desde a primeira onda de protestos, no último sábado, ao menos 15 das 84 universidades públicas francesas foram fechadas pelo governo, por temor de ocupação dos locais.