Polícia

Atrapalhado, rapaz é preso por roubo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem não foi um dia de “sorte” para o garçom Bruno Militão, 20 anos. Depois de raspar dois jogos da loteria instantânea e não ganhar nada, foi filmado assaltando a lotérica situada na quadra 2 da rua Gerson França, no Centro de Bauru. Com uma arma de brinquedo, conseguiu levar R$ 250,00, mas pouco depois foi detido nas proximidades pela Polícia Militar (PM).

Sua prisão era quase certa diante da ação atrapalhada que resultou no delito, registrado pelas câmeras do circuito interno de segurança do estabelecimento. Quando chegou à lotérica, abordou um motociclista para quem disse já ter ganho os jogos comprados. Afirmou estar no local apenas para pegar o prêmio. E foi justamente seu interlocutor (o motociclista) quem ajudou a PM a capturá-lo.

“A impressão que dá é que ele estava esperando a lotérica ficar vazia. Estava se preparando”, comenta o comandante da 1.ª Cia da PM, capitão Jorge Duarte Miguel, que esteve no local. Mas enquanto conversava, antes de anunciar o assalto, Militão se distraiu e esqueceu seu currículo sobre a bancada de apostas.

Além dos dados pessoais, nele constava também seu objetivo enquanto empregado: “trabalhar com sinceridade, honestidade e dedicação”. Com experiência como garçom, copeiro, recepcionista e atendente, o rapaz disse à reportagem estar à procura de emprego há quatro meses.

A fuga

A busca, no entanto, chegou ao fim, pelo menos temporariamente, ontem à tarde. Foi preso na fuga, rapidamente interrompida quando se lembrou que o currículo ficara na lotérica. Voltou ao estabelecimento para buscá-lo. Depois, ao tentar esconder-se, entrou em um brechó situado na quadra 1 da rua Monsenhor Claro.

Mas a PM já havia sido comunicada do roubo pela atendente da lotérica e pelo motociclista, que o seguiu e indicou seu paradeiro. Uma viatura que fazia o patrulhamento nas imediações soube do delito e se dirigiu até o brechó. Como dois policiais já cercavam o imóvel, um deles que estava na veículo foi ao encalço de Militão no interior da loja.

Quando o soldado Irineu Félix Ferreira, da Base Comunitária de Segurança Centro passava pelo corredor, se deparou com o garçom. Ambos entraram em luta corporal, que resultou em ferimentos nos braços do policial. Militão conseguiu desvencilhar-se e pulou um muro do imóvel, que dava para um terreno baldio. Foi preso no local e indiciado por roubo e resistência.

A pena prevista para o primeiro crime é de quatro a dez anos de reclusão. Para o segundo, detenção de dois meses a dois anos. Ontem à noite, seria encaminhado à cadeia pública de Avaí. Até o fechamento dessa edição o dinheiro não havia sido localizado.

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