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Armas seriam vendidas para criminosos

Folhapress
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São Paulo - O ex-cabo do Exército Joelson Basílio da Silva, 23 anos, preso anteontem suspeito de envolvimento no roubo de fuzis e de uma pistola de um quartel em São Cristóvão (zona norte do Rio), confessou em depoimento à Justiça que pretendia negociar as armas com facções criminosas. De acordo com o Ministério Público Militar, Silva confessou ter participado do roubo e planejado negociar os dez fuzis e a pistola roubados no último dia 3 com facções criminosas que comandam o tráfico de drogas. Silva é apontado pela promotoria como mentor do roubo. Ele ainda apontou o envolvimento do ex-soldado Carlos Leandro de Souza e de outras cinco pessoas no crime.

Os ex-militares estão presos em caráter temporário - por ao menos cinco dias. Os civis ainda não foram identificados. Todos viveriam na favela Nova Brasília, no complexo do Alemão. Inicialmente, o Exército informou que sete pessoas participaram do ataque ao quartel, mas esse número pode chegar a cerca de 20.

Durante a operação na favela da Rocinha (zona sul do Rio) que, de acordo com o Comando Militar do Leste (CML), culminou no encontro do armamento roubado, o ex-cabo Leandro Saturnino foi preso com armas supostamente desviadas das Forças Armadas. Porém, ao menos inicialmente, a prisão dele não está ligada ao roubo do quartel.

Investigação do Exército aponta que um militar da ativa e que estava no Estabelecimento Central do Exército participou do roubo dos dez fuzis e da pistola, dia 3, em São Cristóvão. O sargento que fazia parte da guarda naquela madrugada - e o único a ser agredido na ação - sabia do assalto e foi conivente, afirmaram dois presos, em seus depoimentos no Inquérito Policial Militar. Ele é o único militar da ativa identificado até agora e deve ser preso hoje.

Segundo a investigação, para disfarçar a sua participação, ele recebeu coronhadas no nariz e no rosto e chegou a desmaiar. Depois tomou dois pontos no rosto.

O ex-cabo do Exército Joelson Basílio da Silva, o primeiro a ser preso, recebeu o benefício da delação premiada. A partir de então, passou a entregar outros participantes do roubo. Outros quatro civis participaram da ação. Além dos quatro que invadiram o quartel pulando o muro, dois esperavam do lado de fora da unidade em um Vectra “quente”, não roubado, e em um Picasso roubado.

Além da conivência do sargento, foram identificadas falhas da equipe de segurança da unidade.

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