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Pedido de vista adia votação de parecer contra José Mentor

Folhapress
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Brasília - Um pedido de vista dos deputados Cezar Schirmer (PMDB-RS), Júlio Delgado (PSB-MG) e Moroni Torgan (PFL-CE) adiou a votação do relatório sobre o processo contra o deputado José Mentor (PT-SP) no Conselho de Ética da Câmara. O processo deve ser votado na próxima quinta-feira. O relator do caso, Edmar Moreira (PFL-MG), apresentou ontem seu parecer recomendando o arquivamento do processo contra o parlamentar petista.

Segundo ele, não há provas suficientes para pedir a cassação de Mentor. Moreira se mostrou irritado com o pedido de vista e acusou seus companheiros de “falta de ética” por adiarem a votação. “O Conselho de Ética não é um colegiado para decidir questões político-partidárias e ideológicas.” Mentor foi citado no relatório preliminar das CPIs dos Correios e do Mensalão como beneficiário de recursos das empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza.

Em depoimento ao Conselho, o deputado disse que não recebeu nenhum tipo de vantagem indevida durante seu mandato. Ele afirmou que seu escritório de advocacia - José Mentor, Pereira Mello e Souza Advogados Associados - foi contratado em março de 2004 pelo advogado Rogério Tolentino, sócio de Valério na empresa 2S Participações, para elaboração de estudos.

Mentor lembrou que, na época em que foi identificado o pagamento de R$ 60 mil, já havia sido dada a explicação de que não era um, mas dois pagamentos de R$ 60 mil recebidos por trabalhos profissionais prestados pelo escritório. O primeiro cheque, segundo o deputado, foi sacado do Banco Itaú, da conta pessoal do advogado Tolentino, entre abril e maio de 2004.

O segundo, da 2S Participações, teria sido repassado a ele, em seu escritório, pelo próprio Tolentino. “Esses cheques foram depositados não na minha conta pessoal, mas na conta da pessoa jurídica do escritório”, afirmou. Mentor disse que os pagamentos foram contabilizados e os impostos devidamente recolhidos. Ele afirmou que, somente durante o depoimento de Tolentino à CPI dos Correios, soube que o destinatário final dos serviços prestados pelo seu escritório era a 2S Participações.

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