• Velha política
Hábitos antigos da política brasileira estão enraizados por toda parte, em flagrante desrespeito ao interesse público. O preenchimento de cargos, por exemplo, com base em critérios oportunistas. Bauru não foge disso, como veremos a seguir.
• Agri(cultura)
Dirigentes do PPS estão articulando uma pessoa ligada à agricultura para a coordenação da Oficina Cultural do Estado, cargo que é cota do partido no arranjo político com os tucanos. Talvez tenham confundido as terminologias, como sugere o título deste tópico.
• Acerto político
O PPS está por indicar Seiko Tokuhara para o posto. Seiko é competente, mas não nesse tipo de cultura. Suas ligações são com o campo e não com o lúdico. A indicação estaria no arranjo formado com a aproximação de Dimas Ramalho (PPS) junto a um grupo local de nilsistas, que agora não estão mais afinados com Arnaldo Jardim.
• PFL animado
A saída de Geraldo Alckmin (PSDB) do governo para disputar as eleições presidenciais abriu no PFL a expectativa de ter um candidato a governador, com o apoio do PSDB. Para o presidente do PFL de Bauru, Dudu Ranieri, os tucanos não têm um nome forte para lançar como candidato, porque não prepararam nenhum sucessor.
• Só FHC e Serra
Na avaliação de Ranieri, apenas dois nomes tucanos são gabaritados para disputar o governo do Estado com chances de vitória: o prefeito de São Paulo, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
• Lembo e Afif
Para o pefelista, no entanto, nenhum dos dois quer encarar a disputa, o que abriria espaço para o PFL lançar o empresário Guilherme Afif Domingos, ou mesmo o atual vice-governador, Cláudio Lembo, que assumirá o cargo de governador após a saída de Alckmin, em 31 de março.
• No Judiciário
Segue o imbróglio entre a ala governista do PMDB, que quer uma aliança com o PT, e os que desejam lançar candidato próprio à Presidência. Amparados por uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), os governistas conseguiram cancelar as prévias, marcadas para amanhã.
• Desobediência
Apesar da liminar, os diretórios do PMDB de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul mantiveram as prévias nesses Estados. Será pura desobediência ao Judiciário, se a liminar não for derrubada.
• Caravana segue
Independente de conseguir ou não derrubar a liminar, o presidente do PMDB de Bauru, Alex Gasparini, garantiu que a caravana para a Assembléia Legislativa, onde serão as prévias em São Paulo, vai sair. Se a prévia não sair, os peemedebistas podem fazer um tour pelo zoológico da capital ou dar um passado no Ibirapuera e Mercadão.
• Buraco danado
O secretário de Obras, Leandro Joaquim, disse ontem, em entrevista ao Enfoque 31, da TV Preve, que o maior problema de Bauru não é buraco no asfalto, mas o buraco financeiro, que impede obras de maior abrangência para resolver o problema.
• Haja otimismo
Apesar da dificuldade, o secretário afirmou que está otimista com relação à resolução dos problemas estruturais da cidade. Joaquim brincou, dizendo que o prefeito Tuga Angerami vê como “perigoso” esse otimismo.