A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) recebeu R$ 7 milhões para a atualização do sistema operacional e expansão da rede telemétrica de monitoramento da qualidade do ar no Estado de São Paulo. Ao todo, 11 novas estações serão instaladas no Interior, incluindo Bauru, e duas na região metropolitana. A previsão é que o equipamento, que vai medir a quantidade de ozônio, óxidos de nitrogênio, partículas inaláveis, entre outras funções, começará a funcionar daqui a um ano.
É o prazo necessário para importar os materiais e decidir os locais de instalação da estação de monitoramento da qualidade de ar, explica Jesuíno Romano, gerente da Divisão Técnica de Avaliação e Qualidade do Ar da Cetesb. “Agora, é que devemos começar a levantar os locais de instalação. Normalmente a Cetesb, com ajuda da prefeitura, faz uma análise para encontrar um local mais adequado. O ideal é que o local escolhido seja o mais representativo possível das condições ambientais do entorno, da cidade”, ressalta.
Também vão contar com estações de monitoramento da qualidade do ar Americana, Araraquara, Araçatuba, Jundiaí, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Estas cidades foram selecionadas por concentrar frota veicular significativa ou grandes áreas onde ocorre a queima da palha de cana.
“As novas estações confirmam que nós continuamos investindo de forma pesada no sistema de monitoramento de qualidade do ar no Estado”, ressaltou Rubens Lara, presidente da Cetesb.
De hora em hora, a estação de monitoramento da qualidade de ar faz medições, cujos resultados são automaticamente enviados a uma central de dados da Cetesb. Esses dados podem ser consultados por qualquer interessado pelo site do órgão ambiental estadual. Além de serem disponíveis a toda à população, os resultados balizam ações da Cetesb. “Quando os itens monitorados ultrapassam os limites estabelecidos e há risco de começarem a fazer mal à saúde, as instituições públicas são acionadas para fazer o controle”, comenta.
Com a ampliação do número de estações de monitoramento da qualidade do ar, Romano prevê que, no futuro, será possível fazer previsão de poluição, assim como a previsão do tempo. A verba para a instalação dos equipamentos foi repassada por meio de um Instrumento de Liberação de Crédito não Reembolsável ao Amparo de Recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição, por intermédio do Banco Nossa Caixa S.A., que é o agente financeiro do fundo.