São Paulo - A alta no preço do álcool na bomba é o item que mais puxou o custo de manutenção do carro nos dois primeiros meses deste ano. De acordo com dados da Agência Autoinforme, a variação foi de 23,37% no acumulado de janeiro e fevereiro, para um aumento geral, que considera 50 itens (entre serviços, produtos, impostos e seguro), de 1,78%. Os gastos com combustível representam a metade do custo total para se manter um automóvel -a gasolina é 75% do custo com abastecimento, e o álcool 25%.
Como a gasolina subiu apenas 1,1% no período, foi principalmente a escalada do preço do álcool a responsável pela alta nos custos de manutenção neste ano. Para realizar o cálculo do chamado Índice de Manutenção do Carro, a Autoinforme calcula todo o mês as variações de preço de 50 itens, entre produtos (como troca de peças), serviços (como balanceamento, lavagem, revisão), impostos e seguro.
De janeiro de 2003 (quando a pesquisa começou a ser feita) até fevereiro deste ano, o índice acumulado subiu 28,5%, percentual próximo à alta de 29,6% do valor do próprio carro nesse período. Depois do álcool, que foi o item do índice calculado pela Autoinforme que mais subiu, o produto que mais subiu foi a correia dentada, com 6,8% de alta em janeiro e fevereiro.
Em seguida vêm o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com 5,5% de aumento no período, pastilhas de freio (3,25%) e kit de embreagem (3,11%). O custo para manter um carro popular hoje é de R$ 658,00 por mês. “Isso considerando que o consumidor vai seguir todas as orientações do fabricante, deixar os pneus em bom estado, fazer uma lavagem eventualmente e colocar o carro no estacionamento, por exemplo’’, explica o diretor de pesquisa da Autoinforme, Claudio De Simone.
No caso dos carros médios, esse valor sobe para R$ 760,00 por mês em fevereiro. “O carro médio gasta mais com combustível, o IPVA é mais caro e o seguro pode ser mais alto também’’, afirma De Simone.