Tel Aviv - O primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, afirmou ontem que seu Governo está tomando todas as medidas necessárias para impedir a propagação da gripe aviária no país, como o sacrifício de 400 mil aves contagiadas. Durante a reunião semanal do Conselho de Ministros, Olmert anunciou a criação de uma equipe especial que ficará encarregada de analisar as possíveis compensações econômicas que os granjeiros afetados pelo foco da gripe aviária receberão por causa do sacrifício de milhares de perus e frangos.
Segundo estimativas econômicas divulgadas hoje pelos principais jornais do país, 40% dos granjeiros dedicados à criação de aves correm o risco de ter de fechar suas fazendas por causa de perdas de curto e médio prazos provocadas pela crise. O ministro da Saúde israelense, Yaakov Edri, disse durante a reunião do gabinete que foram insuficientes as medidas tomadas até o momento para evitar que a gripe aviária se propague.
O diretor-geral do Ministério da Saúde, Avi Yisraeli, disse que cerca de 30 funcionários do ministério foram deslocados para o sul do país para supervisionar os trabalhos de seleção das aves e garantir que se tomem todas as medidas para impedir o contágio em humanos.
O Ministério de Agricultura israelense insistiu hoje em um chamado à população explicando que, ao contrário do que se informou nos últimos dias, não existe nenhum risco de que aves que padeciam da gripe aviária tenham sido vendidas em açougues e supermercados. “A população pode comprar aves de granja e ovos com toda confiança, desde que sejam bem cozidas”, acrescenta a nota.
O Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP) também anunciou ontem que não se registraram casos de gripe aviária nos territórios da Cisjordânia e de Gaza.