Brasília - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou ontem que o caseiro Francenildo dos Santos Costa, que fez denúncias contra o ministro Antônio Palocci, foi “treinado” e que seu testemunho é utilizado pela oposição para criar instabilidade no País. Em chave irônica, Marinho comentou que Francenildo é “inofensivo mas bem treinado”.
O caseiro foi alvo de uma reportagem que revelou dados de seu sigilo bancário, como um depósito de R$ 25 mil em conta, valor incompatível com sua renda mensal. Francenildo justificou o depósito por razões familiares e prometeu acionar na Justiça os responsáveis pelo vazamento. Marinho voltou a afirmar a tese de que o caseiro é “treinado” ao responder um questionamento sobre a seriedade do vazamento: “sério é inventar uma testemunha como o caseiro e treiná-lo bem como quiser”.
Para o ministro, “a oposição quer criar um caso e outro para criar instabilidade no País” e acrescentou que “certamente, as autoridades competentes vão investigar o vazamento”. Marinho disse considerar “grave” a quebra de sigilo bancário do caseiro, mas que é “tão grave quanto todas as outras quebras que ocorreram”. O ministro também procurou defender seu colega. “O ministro nunca deixou de prestar explicações. Foi à CPI duas vezes e explicou tudo o que a CPI desejou que ele explicasse. Agora inventam o caseiro”. “Não é o caso de se criar uma instabilidade tamanha como a oposição visa criar. O desejo não é simplesmente o Palocci, e paralisar o governo, paralisar a economia e criar instabilidade”, disse.