Apesar da manifestação de boa vontade da Câmara Municipal de Bauru em conversar com o prefeito Tuga Angerami (PDT) sobre o projeto que cria o fundo de tratamento do esgoto, o presidente da Casa, Toninho Garmes (PSDB), afirmou que essa conversa já poderia ter acontecido.
Para ele, um projeto como este, que é polêmico, deveria ser discutido antes de ser encaminhado ao Legislativo, para que já fosse acertado no início. “Para mim houve uma falha no encaminhamento, mas as coisas estão no pé que estão e a Câmara tem que dar uma solução”, salientou.
Mesmo assim, Garmes acredita que a conversa é válida. “A Câmara é um lugar democrático e nós aceitamos ouvir o prefeito. Não sabemos o que ele tem a dizer ou o que teria a acrescentar sobre o que já foi veiculado pela imprensa, mas nós temos a obrigação de ouvir o posicionamento do prefeito, por isso o adiamento”, disse.
Toninho Garmes afirmou que ainda não está sendo cogitada a realização de uma audiência pública para discutir o assunto, mas a hipótese não foi descartada. “Vamos ver o que o prefeito tem a dizer e vamos nos posicionar. Se entendermos que há necessidade de audiência pública, com toda tranqüilidade e transparência, a Câmara fará essa audiência”, declarou.