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Educação ambiental marca Dia da Água

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Investir na conscientização para que não falte água potável no futuro. Com esse objetivo, o Instituto Ambiental Vidágua e o Departamento de Água e Esgoto (DAE) promoveram atividades de educação ambiental para comemorar o Dia da Água, celebrado ontem.

Cerca de 40 alunos da 5ª série da escola Guedes de Azevedo colheram amostras das águas do rio Batalha e do rio Bauru, para comparação, e depois seguiram para o aterro sanitário, para aprender sobre a destinação do lixo. O passeio foi acompanhado pela bióloga Fernanda Ribeiro de Franco, do Vidágua, pelo coordenador do colégio, Roberto Pallotta, e pela professora de ciências, Mara Cerqueira Andriolli.

A primeira parada foi em frente ao Fórum, onde foi feita a coleta no Rio Bauru. “A intenção é mostrar para as crianças a diferença da água do rio, que recebe 98% de esgoto não-tratado da cidade, para o Batalha, que é responsável por 40% do abastecimento da cidade”, explica Pallotta.

Depois, seguiram para a Estação de Tratamento de Água (ETA), onde os alunos aprenderam o processo de tratamento da água e colheram amostras do rio Batalha. “Os testes eram simples para diferenciar um rio poluído, no caso o Bauru, de um bom, o Batalha. Analisamos coisas simples, como PH, oxigênio, presença de esgoto”, conta Franco.

No aterro sanitário, os estudantes aprenderam como deve ser a disposição do lixo e analisaram também o chorume, resultado da decomposição do lixo. “Eles tomaram nota de tudo e depois farão um relatório para a professora. A atividade faz arte de uma programação voltada para a educação ambiental, realizada há anos pela escola”, explica o coordenador.

Maquete

As pessoas que passaram ontem pela rua Padre João, em frente ao DAE, tiveram a oportunidade de aprender mais sobre o tratamento de água na cidade. Os lado de fora do departamento, foi erguida uma tenda, onde foi instalado um workshop sobre o tema. Além de apresentação de vídeo, a população também podia ver uma maquete feita de sucata que representa todas as fases do tratamento da água.

Confeccionada há três anos pelo chefe de seção de análise de água da ETA, Emílio Carlos Galhardo, a maquete, que fica em exibição no Centro de Educação Ambiental do DAE, foi a atração principal do evento. O que chamou a atenção de Carmem Luiza Baffi Carvalho, diretora do Departamento de Serviço de Tratamento de Esgoto e membro de coordenação do Centro Ambiental Batalha, é que muitas das pessoas que paravam para acompanhar as explicações não sabiam de onde vinha a água que bebiam. “Elas não sabiam que vinha do rio Batalha e que a fonte do rio é aqui perto, em Agudos”, aponta.

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