Regional

P2 de Pirajuí acha granada enterrada

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - Uma denúncia anônima pode ter evitado uma rebelião de proporções jamais vista na Penitenciária 2 de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru). Do lado de fora do presídio, em um terreno onde os detentos trabalham no cultivo de legumes e verduras foram enterradas duas pistolas e uma granada.

De acordo com as informações passadas à direção da penitenciária, as armas e a granada foram enterradas por pessoas que estão do lado de fora do sistema carcerário, possivelmente por alguma visita. A intenção provável era levar essas armas para dentro do presídio para auxiliar em uma eventual rebelião.

Muito possivelmente, elas seriam resgatadas por algum preso, enquanto este estivesse trabalhando na lavoura. No local, existe atualmente uma plantação de mandioca.

Com a ajuda de duas pistolas e uma granada, os detentos poderiam causar grandes estragos dentro da penitenciária. Existem suspeitas de que elas poderiam ter sido usadas anteontem, quando mais de 5 mil detentos se rebelaram em duas penitenciárias e três Centros de Detenção Provisória (CDPs) no Estado de São Paulo. As armas foram encontradas na sexta-feira, dia 10.

Os presos da Penitenciária 2 de Pirajuí não participaram da onda de rebeliões, mas com essas armas em mãos poderia ser uma boa oportunidade para “reivindicações” ou tentativas de fuga.

A direção da penitenciária instaurou uma sindicância interna na tentativa de descobrir quem seria o receptador das pistolas e da granada, mas parece que a investigação ainda não chegou a nenhum suspeito. Ontem, não foi possível confirmar essa informação. O diretor-geral da P2, Antônio de Freitas Gomes, não foi encontrado para comentar os resultados da sindicância.

Paralelamente, foi registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil da cidade por apreensão de arma de fogo e artefato explosivo. O material foi encaminhado à Polícia Técnica, em Bauru, para identificação e análise de eficácia.

Além de tentar descobrir a procedência das armas, a polícia quer saber qual o poder de destruição da granada. As pistolas estavam com a numeração raspada e a identificação da granada também foi removida. Mesmo sem saber ao certo a procedência da granada, a polícia acredita se tratar de um artefato de uso exclusivo do Exército.

O laudo da Polícia Técnica deve ficar pronto no próximo mês. Deverá ser requisitada também uma cópia da sindicância que está sendo feita pela direção da P2. Esses documentos deverão ser juntados ao relatório final do inquérito policial e encaminhados ao Fórum de Pirajuí.

Junto com esse processo deve seguir um pedido para a destruição das pistolas e da granada, o que deverá ser feito pelo Exército.

Comentários

Comentários