Pederneiras – A empreiteira MCE Sul, que trabalha na construção da fábrica da Ajinomoto em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), não vai descontar os dias parados de seus funcionários.
Essa foi uma das conquistas dos trabalhadores após paralisação de dois dias para reivindicar melhores condições de trabalho. A empresa se comprometeu a tentar resolver alguns dos itens da pauta de reivindicação elaborada em assembléia.
Segundo comunicado emitido pelo coordenador do grupo de trabalhadores da empreiteira, Edilson Lapa Pinheiro, a empresa MCE Sul teria se comprometido a resolver alguns dos itens da pauta de reivindicações emitidas na última segunda-feira.
A empresa se empenharia em resolver as questões referentes às horas extras no sábado, a criação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e o fornecimento de holerites de pagamento antecipado. Além de não descontar os dois dias em que os trabalhadores ficaram parados.
Ainda segundo o boletim, a MCE Sul terá que criar um escritório da empresa em Pederneiras para realizar a admissão e os acertos de seus funcionários. Também teria ficado acertado, conforme o boletim, que os alojamentos dos trabalhadores continuarão a serem vistoriados pela fiscalização da Ajinomoto.
Os trabalhadores da empreiteira paralisaram os serviços na última segunda-feira e reivindicaram junto à representantes da MCE Sul e direção da Ajinomoto a discussão de alguns itens levantados por eles em assembléia. Entre eles o aumento salarial de 25%, pagamento de 7% de produtividade e 100% pelas horas extras trabalhadas no sábado. Além de melhorias nas condições dos alojamentos.
José Teófilo Júnior, representante de Recursos Humanos da MCE Sul, disse ontem que a empresa não aceita pagar 100% sobre as horas extras de sábado. Segundo ele, o percentual continuará sendo de 60% como manda o acordo coletivo.
Sobre a abertura de um escritório da empresa em Pederneiras, Teófilo disse que ele já existe e está em pleno funcionamento. Ele confirmou, entretanto, que a empresa não irá descontar os dias parados dos funcionários.
Quanto ao reajuste salarial, a empresa informou que só vai falar sobre o assunto no mês que vem, quando começam as negociações entre os sindicatos patronais e de trabalhadores.
Apesar da paralisação dos funcionários da MCE Sul, o gerente administrativo da Ajinomoto, Sebastião Silvio Panobianco, disse que o cronograma das obras continua o mesmo. Segundo ele, a previsão é de que a empresa entre em funcionamento no fim de maio.
Além da MCE Sul, existem outras 19 empresas trabalhando na construção da fábrica. Ao todo, são 1.400 trabalhadores. Desses, cerca de 10% pertencem à MCE Sul.