Dono de uma voz inconfundível e de uma trajetória vitoriosa na música brasileira, Sérgio Reis chega hoje a Bauru, acompanhado de seus dois filhos, para o show “Violas e Violeiros”, que será apresentado gratuitamente no Auditório Vitória Régia, a partir das 20h. A realização é do Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), que inaugura uma nova unidade em Bauru.
O show de Sérgio Reis estava programado como uma das atrações da Grand Expo Bauru do ano passado, mas foi cancelado por motivos de força maior, conforme a assessoria de imprensa do cantor divulgou na época. Seu retorno à cidade, com um show aberto à população, é uma ótima oportunidade de conferir o show do veterano com seus filhos, em uma homenagem à moda de viola.
A gravação do projeto “Violas e Violeiros” foi resultado de uma série de shows de Sérgio Reis acompanhado de seus filhos Marco Sérgio e Paulo Augusto e de uma banda competente, que ainda ganhou a presença de uma orquestra no registro da apresentação para o CD e DVD ao vivo. No repertório, os músicos incluíram sucessos da carreira de “Serjão”, como “Menino da Porteira” e “Filho Adotivo”, e clássicos da música popular brasileira e das modas sertanejas, como “Tocando em Frente”, “Boiadeiro Errante”, “Comitiva Esperança”, “Romaria”, “Asa Branca” e “Disparada”.
No show no Vitória Régia, Sérgio, Marco e Paulo dividem o palco com a banda que acompanha o cantor há mais de dez anos e é responsável por arranjos riquíssimos para as músicas do projeto. A turnê “Violas e Violeiros” é gloriosa na carreira de Sérgio Reis também por marcar sua volta aos palcos depois de sofrer um derrame cerebral.
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Trajetória
Sérgio Reis é dono de uma carreira solidificada em mais de 40 anos de música – e que também abriu portas para trabalhos no cinema, com filmes como “O Menino da Porteira” e “Mágoa de Boiadeiro”, e na televisão, em novelas (“Paraíso”, “Pantanal” e “Rei do Gado”) e também como apresentador.
O paulistano Sérgio Bavini começou na música, na verdade, como Johnny Johnson, em um trio com Márcio Ronaldo (dos Vips), no fim da década de 50. Depois de gravar uma versão de uma música de Roy Orbison e cantar boleros em programas de rádio, ele lançou seu primeiro disco já como Sérgio Reis. Com o estouro da Jovem Guarda, na década de 60, Tony Campelo conheceu o cantor e deu a ele a oportunidade de gravar um compacto com as músicas “Coração de Papel”, “Nuvem Branquinha”, “Fim de Sonho” e “Qual a Razão”, que se tornaram sucesso nas rádios e nos programas de TV.
Na década seguinte, Sérgio Reis gravou “O Menino da Gaita” e, logo depois, apresentou-se ao vivo com um grupo do Triângulo Mineiro, com o qual cantou “Menino da Porteira”, gravada em estúdio posteriormente e que se tornou seu maior sucesso – e levando o cantor de volta ao universo da música sertaneja. Em 1975, o paulistano celebrou esse sucesso com o disco “Saudade da Minha Terra”, uma grande coletânea de canções sertanejas e modas. Desde então, foram um total de 42 LPs e CDs que venderam mais de 16 milhões de cópias.