Cultura

Jogo de tiro ganha ação em ‘Doom’

Da Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Não é muito mérito dizer que “Doom – A Porta do Inferno” é um dos melhores filmes baseados em um videogame de ação, já que esse gênero tem pérolas de absurdo e de falta de qualquer roteiro convincente. “Doom” é filme para quem gosta de videogame, tem muita ação, muito tiro e exigência cerebral zero – o que equivale a diversão total para quem está disposto.

“Doom” é o mais famoso game de tiro em primeira pessoa, ou seja, quando o jogador assume a visão do personagem e vê na tela, no máximo, suas mãos segurando as armas – em bons jogos, muitas opções de armas, uma mais destruidora do que a outra. E assim como nos jogos, a história é simples e merece poucas linhas: uma estação espacial vem realizando experiências em Marte quando uma espécie de vírus toma a instalação, criando perigosas mutações alienígenas.

Um grupo de primeira linha é enviado para o local – ou seja, muitos soldados a serem devorados e mortos pelas criaturas. A liderança é do agente Sarja, interpretado pelo astro Dwayne “The Rock” Johnson, e o time tem ainda o agente John Grimm (Karl Urban) e a bela irmã de Grimm (Rosamund Pike), uma cientista.

O diretor Andrzej Bartkowiak cria um bom clima de tensão e aguarda até demais para começar a festa. O elenco também se segura bem e The Rock, como bom astro de ação, sabe ser canastrão e carismático. O problema do filme, na verdade, é justamente a falta de conteúdo do próprio jogo. Dos fãs de “Doom”, a pergunta é: o arsenal está todo lá? Tem o canhão portátil, a serra elétrica? Tem cenas em primeira pessoa? Acho que essa resposta está na primeira linha da matéria.

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