Esportes

Exterior: Aliviado, Ronaldo Fenômeno diz que gol não foi um ‘cala-a-boca’

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Madri - Ao anotar o gol de empate por 1 a 1 contra o Zaragoza na partida de anteontem pelo Campeonato Espanhol, o atacante Ronaldo desencantou um jejum que perdurava por mais de um mês sem marcar no Real Madrid.

E na coletiva após o jogo, o brasileiro disse que o reencontro às redes não foi para rebater às críticas que recebia por sua má fase em campo. “Jogo por mim, pela minha família e pelo meu time, não para calar a boca de ninguém.”

“Voltei a marcar e tirei um pouco da minha responsabilidade para o próximo jogo. Agora estou mais tranqüilo. Jogo por mim, pela minha família e pelo meu time, não para calar a boca de ninguém”, respondeu Ronaldo às perguntas da imprensa espanhola.

O atacante brasileiro não fazia um gol por sua equipe desde 14 de fevereiro, pelas semifinais da Copa do Rei, justamente contra o Zaragoza. Na ocasião, o Real goleou por 4 a 0, mas saiu de campo eliminado, depois de ter perdido por 6 a 1 na partida de ida.

Pelo campeonato nacional o jejum era ainda maior, o jogador não balançava a rede desde o dia 4 de fevereiro, em vitória contra o Espanyol. O último gol de Ronaldo havia saído pela Seleção Brasileira no amistoso contra a Rússia, no dia 1º de março, em Moscou.

E para finalizar, mais aliviado, o artilheiro garantiu não se incomodar com as perseguições e as críticas por parte da torcida madrilena.

“Não vou me preocupar com três ou quatro idiotas que vêm ao estádio só para me aborrecerem. Pouco a pouco todo o furacão que passou ao meu redor está indo para o outro lado”, completou.

Uefa

A Uefa (União Européia de Futebol) adotou ontem, em congresso realizado em Budapeste, uma resolução contrária ao G14, grupo dos 18 clubes mais poderosos do mundo.

“Não é apenas mais uma resolução. É coisa muito séria”, declarou o presidente da Uefa, o sueco Lennart Johansson, que afirmou que para o G14 “só vale o dinheiro.”

O “caso Oulmers”, em que o Charleroi, equipe da primeira divisão belga, cobra uma compensação de 615.955 euros da Fifa por conta de uma contusão sofrida por seu meio-campista Abdelamajid Oulmers em um jogo entre a seleção marroquina e a de Burkina Farso, é “uma tentativa de alguns clubes tomarem o poder sem se preocupar com o futuro do futebol”, completou o dirigente.

A resolução aprovada pela Uefa tem o apoio do presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, e diz que o futebol “não é um esporte fechado, em que apenas os ricos podem participar.”

Além deste confronto com a Fifa, o G14 também tem pretensões de criar uma nova Copa dos Campeões da Europa, em que os clubes mais importantes do continente tivessem sempre participação gantida. A proposta desagrada à Uefa, atual organizadora da competição.

Comentários

Comentários