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Para AEC, morosidade barra revitalização da área central

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A situação do Centro de Bauru poderia estar muito melhor, não fosse a morosidade do poder público. Esta é a avaliação do vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto Franco de Bernardis, que comentou ontem o resultado da pesquisa que apontou sugestões para revitalização da região central, realizada a pedido do Grupo Pró-Bauru e divulgada pelo JC, na edição de ontem. A avaliação dele, no entanto, tem pontos contestados pela administração municipal.

“É importante (o trabalho realizado) para direcionar as propostas de políticas públicas para o Centro, mas muito do que está sendo proposto, nós já tínhamos mandado à prefeitura”, garante o dirigente. Na sua opinião, a revitalização do Centro já foi mais do que discutida. “O diálogo, nós já fizemos. O que está faltando é atitude por parte da prefeitura”, avalia.

As soluções apontadas na pesquisa do Grupo Pró-Bauru também foram comentadas pelo dirigente. “A necessidade de moradia foi apontada há cinco anos. O que precisa ser feito, é uma reunião com empresas do ramo de construção civil, para viabilizar essa saída”, aponta.

Sobre a iluminação, limpeza e arborização, Bernardis avalia que o problema não é exclusivo da região. “A cidade como um todo precisa disso”, diz. Mesmo assim, para ele, a consulta é válida, pois mostra o que a população pensa sobre a área central da cidade. “Ficamos encantados que as pessoas se preocupem com o Centro da cidade, mas nem a Câmara de Dirigentes Logistas (CDL), nem a AEC foram consultados pela pesquisa”, critica.

Bernardis também não aprovou a proposta de utilização da Praça Rui Barbosa como palco para shows de rock, samba e hip-hop. “Ela não tem estrutura para isso. Esses eventos poderiam acontecer no Vitória Régia, que comporta aglomerações. E nos próprios bairros poderiam ser construídos equipamentos públicos para que esses shows possam acontecer perto da população”, sugere.

De acordo com o dirigente, os comerciantes também tentaram adotar a Praça Rui Barbosa, mas até agora não tiveram resposta da prefeitura. “O comércio está ávido para ajudar. Mas está faltando atitude do poder público”, acredita.

Mas Walace Sampaio, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, garante que a prefeitura já adotou várias medidas para a revitalização do Centro. E uma delas, a da Praça Rui Barbosa, envolve a AEC. Ela passará a ter a sua manutenção a cargo da entidade, depois de ser recuperada pela prefeitura. “Ela será uma extensão da parceria que a AEC tem com o Calçadão da Batista de Carvalho”, explica o secretário. De acordo com Sampaio, a prefeitura está realizando diversas ações, mas cada uma delas demanda tempo.

Telecentro

Entre outros projetos destacados pelo secretário, estão a transferência da Secretaria da Cultura para o prédio do Automóvel Clube, a aquisição do prédio da ferrovia e a instalação do Popatempo. Uma novidade é a criação de um Telecentro na área, que contará com duas salas e um miniauditório. “A verba virá do Ministério da Ciência e Tecnologia”, revela Sampaio. “A revitalização não é apenas consertar piso de praça. É ampliar as possibilidades”, avalia o secretário.

Ele também esclarece que mesmo antes da pesquisa do Pró-Bauru ter sido feita, o grupo fez uma reunião com o secretário e empresas de construção civil para avaliar o que poderia ser feito na área. “Foram elas que pediram o perfil do morador da região”, conta o secretário. Sobre a sugestão dos shows, ele faz uma ressalva. “A pesquisa apontou que a área carece de opções de lazer. O local terá apresentações para um público de acordo com o local”, pondera.

Para o secretário, essas ações caminham num tempo próprio, pois envolvem mecanismos públicos. “Não anda na velocidade que nós gostaríamos, mas temos que fazer na medida do possível”, afirma.

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