Rio de Janeiro - Na tentativa de manter sua candidatura à Presidência mesmo com a verticalização, o ex-governador Anthony Garotinho irá na próxima semana a Brasília para apresentar à cúpula do PMDB a proposta de formação de uma chapa que batizou de “puro sangue”. O vice seria do partido. Escolhido pré-candidato em consulta interna no domingo, Garotinho gostaria de ter seu adversário na consulta interna, o governador Germano Rigotto (RS), como vice. Mas Rigotto não parece estar disposto a integrar a chapa. Embora ainda não tenha anunciado, a cúpula do PMDB presume que ele tentará a reeleição.
Para Garotinho, sem Rigotto, o ideal seria uma composição com um cacique “governista”, o que ele deve propor em Brasília. No entanto, ele teme que, devido à verticalização, seu nome não seja referendado na convenção, marcada para junho, mas que pode ser antecipada para abril. A verticalização é a regra que impede que partidos adversários em plano nacional façam coligações nos Estados.
Os governistas defendem que, com a candidatura própria, as alianças estaduais ficariam prejudicadas. Na análise de Garotinho, a tese está equivocada. Segundo ele, se houver coligação com o PT, o partido sairá prejudicado em seis Estados onde é favorito ou o candidato do partido é adversário do PT, como RS, MS e PI.
Uma aliança com os tucanos acabaria com a pretensão de seis candidatos a governador, que disputam contra o PSDB. E não disputar a Presidência pode significar a diminuição em 30% da bancada na Câmara.