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Palmeiras e Corinthians fazem Palmeiras e Corinthians fazem

Folhapress
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São Paulo - Não importa se é baseado na experiência de trintões, feito o Palmeiras, ou no vigor de jovens, como o Corinthians. Os rivais mais tradicionais do Estado entram em campo hoje para tentar pôr fim à síndrome de tropeços em clássicos que os acometeu nesta temporada.

O jogo de hoje, às 16h, no Morumbi, será a última chance neste Estadual de obterem um triunfo nos jogos contra os grandes rivais neste Paulista, já que ambos foram derrotados por Santos e São Paulo. As coincidências, porém, não param por aí. Palmeirenses e corintianos, mesmo separados por décadas de rivalidade, têm sofrido de um mesmo mal: turbulentas semanas após as derrotas nos clássicos estaduais.

No Corinthians, as seqüelas do último tombo num clássico ainda são evidentes. A equipe entra na sua terceira semana sem um técnico definitivo, após Antônio Lopes ter pedido demissão ainda nos vestiários do Morumbi depois da derrota para o São Paulo.

No Palmeiras, se a Libertadores jamais é tratada como um estorvo no calendário de disputas do Alviverde, as viagens ocasionadas pela competição têm sido. Pela segunda vez nesta temporada, o time do Parque Antarctica entrará em campo para disputar um clássico com apenas um treino separando um jogo de outro. A equipe atuou na quinta-feira em Rosário (interior da Argentina), contra o Rosario Central, chegou a São Paulo ontem pela manhã e só treinou ontem para o confronto com o Corinthians no Morumbi.

A volta para casa antes do jogo em que perdeu para o São Paulo (4 a 2) também já havia sido desgastante. Naquela oportunidade, os palmeirenses haviam jogado contra o Deportivo Táchira em San Cristóbal (Venezuela), numa quarta-feira, e chegado de volta ao país dois dias depois, com apenas a véspera do clássico para se preparar, sem muito descanso.

Sem realizar treinamentos coletivos, o treinador não deve revelar antes da hora do jogo a escalação. O problema é a defesa. Sem Daniel, suspenso, e com Douglas e Nen ainda se recuperando de lesões, o time pode voltar a atuar no 4-4-2, com Gamarra e Leonardo Silva como dupla de zaga.

No Corinthians, Ademar Braga, técnico interino, prometeu revelar a escalação da sua equipe somente momentos antes da partida. Enquanto o médico Fábio Novi falava que só o lateral-esquerdo Gustavo Nery, com problema intestinal, e o meia Roger, lesionado, poderiam não atuar, Braga pôs mais três nomes na lista: o lateral-direito Coelho (tornozelo) o meia Carlos Alberto (quadril) e o atacante Tevez (joelho).

“Para mim são cinco titulares e cinco dúvidas. Eles reclamaram de dores na semana. Vamos ver se até a hora do jogo essas dores somem ou não’’, falou Braga. O impasse no Corinthians não é só recorrente à escalação. Está também na escolha do novo técnico. Paulo César Gusmão, do Cruzeiro, é o preferido do presidente Alberto Dualib. Apesar da procura, Braga tem o apoio do time. “Ajudaremos todo técnico que estiver no comando”, disse o zagueiro Betão.

Segurança

Bem diferente de outros clássicos, a Polícia Militar não acredita em problemas no duelo entre Palmeiras e Corinthians, no Morumbi. “Não deve ser jogo de alto risco e não acreditamos em casa cheia”, disse o Tenente Coronel Luís Serpa. Mesmo assim, designou 400 policiais para o clássico.

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