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Dia da Mentira existe há mais de 400 anos

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

No Dia da Mentira, em 1o de abril, é muito comum as brincadeiras entre os colegas da escola e os familiares. A data existe há 442 anos. É um tal de um pregar uma peça no outro que não tem mais fim. Mas tem também aquelas brincadeiras de mau gosto.

Trotes para a polícia, para os bombeiros e outros serviços de emergência que não têm nada de engraçado. Isso pode até custar a vida de uma pessoa que deixa de ser atendida porque o profissional foi atender a um chamado falso. Então, fazer algumas brincadeiras para manter a tradição do Dia da Mentira vá lá, mas precisa ser algo que não prejudique ninguém e que em minutos a pessoa já perceba que trata-se de uma brincadeira.

Então, nesse próximo Dia da Mentira divirta-se com os amigos, mas pense nas conseqüências da sua brincadeira.

História

Há muitas explicações para o 1º de abril ter se transformado no Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. No começo do século 16, o Ano Novo era festejado em 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o Ano Novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que os gozadores passaram a ridicularizar os conservadores, enviando presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.

Uma categoria que tem fama de mentiroso é a dos pescadores. Dizem as más línguas que eles mentem quanto ao tamanho dos peixes que fisgam e que inventam histórias mirabolantes que nunca poderiam ter acontecido de verdade. Chegou a um ponto a fama que, quando alguém está contando uma história, tem sempre aquele que vira e diz: parece história de pescador. Diz a lenda que o nariz de quem mente cresce, como o do personagem Pinóquio. (Leia mais sobre isso na página ao lado)

Detector

Durante seu curso na Universidade de Medicina da Califórnia, o americano John A. Larson estudou o comportamento de mentirosos, monitorando seu batimento cardíaco e sua respiração.

Quando mentiam, os batimentos e a respiração ficavam bem mais rápidos. Adicionando um elétrodo para monitar a transpiração da pele, Larson criou em 1921 o “polígrafo”, também conhecido como detector de mentiras. Mas a máquina não se mostrou totalmente confiável porque mentirosos mais inteligentes conseguiam enganá-la.

Quem mente...

... Desvia os olhos quando perguntado sobre assuntos delicados.

... Pisca os olhos com maior freqüência.

... Pisca rapidamente quando a conversa declina para um tópico comprometedor.

... Inclina-se para trás.

... Responde não e balança a cabeça afirmativamente, mesmo que de leve.

... Respira em pequenas e rápidas golfadas e entremeá-las com suspiros longos e profundos.

... Evita apontar o dedo ou enfatiza as palavras com movimentos amplos dos braços.

... Ao narrar uma história, acelera na seqüência dos fatos, de uma maneira artificial.

... Pede que o interlocutor repita a pergunta, com intuito de ganhar mais tempo na elaboração de uma resposta.

... Não fala mal de si mesmo em assuntos que não tem nada a ver com a mentira.

... Muda repentinamente de assunto quando pego em alguma informação que não procede.

Mentirosos famosos

Barão de Munchausen

O alemão Karl Friederich Hieronymus, mais conhecido como barão de Munchausen, viveu entre 1720 e 1797. Ele lutou contra os turcos de 1740 a 1741, e, quando voltou da guerra, passou a relatar suas aventuras aos amigos. As histórias extraordinárias do barão foram lançadas em livro pela primeira vez em 1785, na Inglaterra. Ele conta como venceu um exército inteiro fantasiado de galinha, como conseguiu sair de um poço muito fundo puxando os próprios cabelos, como cavalgou em uma bala de canhão e como ficou pendurado com seu cavalo na torre de uma igreja e subiu até a Lua escalando uma corda. O barão de Munchausen virou personagem de cinema em 1943 e 1988.

Pedro Malasartes

Pedro Malasartes é um tipo caipira que defende os humildes desde a Idade Média. As histórias do mito, cheias de artimanhas e astúcias, já foram criadas em países da Europa e no Brasil. Pedro Malasartes foi interpretado no cinema pelo ator Amácio Mazzaropi, em 1960.

Pinóquio

Criado pelo escritor italiano Carlo Collodi, Pinóquio é um boneco de madeira que quer se transformar num menino de verdade. O livro foi editado pela primeira vez em 1883, na Itália. A particularidade do boneco é que seu nariz cresce cada vez que conta uma mentira. A história de Collodi virou filme de Walt Disney em 1940.

Fonte: Guia dos Curiosos

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