Ser

Com licença...


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Quando se fala em elegância, logo vem à mente o traje. Porém, elegância envolve não somente estar bem vestido, mas também a postura, os gestos, o comportamento à mesa, a linguagem, o relacionamento com as pessoas e até mesmo a cultura geral.

Será que podemos dizer que a elegância é mutante? Na minha maneira de pensar, uma pessoa que foi elegante em 1950, é elegante em 2006 e será em 2010. Houve, sim, uma mudança de comportamento porque algumas regras de conduta ficaram antigas, obsoletas, pois não acompanharam a evolução vertiginosa da vida moderna.

Elegância é postura de vida digna perante a sociedade.

Uma pessoa elegante não escolhe como e onde se portar com requinte. Ela se comporta bem mesmo estando sozinha em casa porque hábitos adquiridos e praticados no dia-a-dia transformam-se, naturalmente, em hábitos requintados. Quanto mais cedo a pessoa tiver a consciência da importância da etiqueta, mais natural será a sua postura.

Já ouvi algumas pessoas dizerem que só pronunciam palavrões em casa ou entre amigos. Que jamais dizem palavrões na presença de estranhos... Ledo engano! Mais dia, menos dia, o palavrão, inadvertidamente, será dito e, falando-se em elegância, o palavrão é proibido. Imaginem vocês uma pessoa elegantemente trajada, pronunciando um palavrão? Toda a elegância será anulada.

A educação interfere na nossa vida pessoal, social, familiar e profissional. Em casa de pessoas educadas, não existem gritos e sim gentilezas, no falar e no agir.

Isso demonstra que a etiqueta social é mais importante do que se possa pensar. Até profissionalmente é um diferencial.

Falar em tom moderado, pedir por favor, elogiar e ser gentil não é difícil: basta ter bom senso.

Ser elegante é se fazer notar sem querer aparecer.

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