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Estado tem rebeliões em quatro CDPs

Folhapress
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São Paulo - O sistema prisional de São Paulo viveu ontem a segunda onda de rebeliões simultâneas em um período de uma semana. Detentos de quatro presídios se amotinaram em mais uma demonstração de força do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que domina a maioria dos presídios.

Quinze funcionários foram feitos reféns. Três dos quatro Centros de Detenção Provisória (CDPs) que se rebelaram continuavam fora de controle até as 19h30 de ontem. Não havia informações sobre feridos. A série de motins começou pelo CDP do Taubaté (130 km de SP), às 14h45, e seguiu pelo CDP 1 de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Às 17h, presos de Osasco e de Diadema, na Grande SP, rebelaram-se ao mesmo tempo. O tumulto em Taubaté terminou no final da tarde.

Na semana passada, presos de quatro presídios se rebelaram em solidariedade aos detentos de um quinto presídio, invadido pela Polícia Militar (PM) para conter um motim. Ontem, a secretaria disse que os presos não apresentaram reivindicações. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária negou ter dados precisos sobre as circunstâncias dos motins e possíveis motivações.

No domingo, um preso da penitenciária 3 de Hortolândia (167 km a noroeste de São Paulo) morreu após ser baleado durante uma tentativa de fuga. Ele e outros 15 presos tentaram fugir de uma cela do pavilhão 2 da unidade por meio de um túnel. Somente um deles conseguiu. No total, sete foram baleados. Três deles foram levados para o hospital, onde um permanece internado em estado grave.

Depois da fuga frustrada, os presos mantiveram seis agentes penitenciários reféns. A rebelião só terminou por volta das 11h. O mesmo ocorreu em Riolândia (562 km a noroeste de São Paulo), também no domingo. Presos tentaram fugir da unidade e, ao serem impedidos, iniciaram uma rebelião. Dois agentes foram mantidos reféns. Três presos foram transferidos.

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