Nacional

Presos encerram rebeliões no Estado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Terminaram na tarde de ontem os motins promovidos desde anteontem por presos de três Centros de Detenção Provisória (CDPs) da região metropolitana de São Paulo e de uma cadeia do Interior do Estado. Os reféns foram libertados e apenas três detentos ficaram feridos. Há suspeitas de que os motins nos CDPs de Pinheiros, Osasco e Diadema tenham sido orquestradas pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que domina a maioria das cadeias paulistas.

No início da semana passada, detentos de outros quatro presídios também promoveram rebeliões simultâneas e renderam 33 agentes. Na ocasião, os motins foram um protesto contra a invasão da penitenciária de Iperó (120 km de SP) pela tropa de choque da PM para conter uma rebelião.

Na cadeia pública de Tatuí (137 km a oeste de São Paulo), o motim começou após uma tentativa de fuga, na tarde de anteontem. Os rebelados pediam transferências. Com capacidade para 48 detentos, a carceragem abriga 273 atualmente. Por volta das 13h30, eles libertaram o carcereiro que era mantido refém. Porém, segundo a Secretaria da Segurança Pública, que administra a unidade, elas dependem de vagas no sistema penitenciário. Três detentos foram feridos a tiro durante a tentativa de fuga.

CDPs

A nova série de motins começou pelo CDP do Taubaté (130 km a nordeste de São Paulo), por volta das 14h45 de anteontem, e durou quase duas horas. Não houve reféns nem foram apresentadas reivindicações. A unidade comportaria até 768 presos, mas abriga 1.336. Por volta das 15h, presos do CDP 1 de Pinheiros (zona oeste de São Paulo) também iniciaram uma rebelião e fizeram três funcionários reféns. Eles foram soltos às 14h desta terça.

A unidade tem capacidade para 520 presos, mas abriga 817, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária. No CDP de Diadema (Grande São Paulo), a rebelião começou por volta das 17h, quando oito pessoas foram rendidas - uma foi libertada à noite e as demais, às 13h45 desta terça. Com capacidade para 576 presos, o CDP abriga 336 atualmente. No mesmo horário, os presos também se rebelaram no CDP 2 de Osasco (Grande São Paulo), onde quatro pessoas são mantidas reféns. Elas foram libertadas ilesas às 13h30 de ontem.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, os presos reivindicaram o número de visitantes nas unidades e a mudança na cor do uniforme. Eles querem que as roupas, atualmente amarelas, voltem a ter a cor bege, pois afirmam que é mais fácil substituir. A secretaria diz que as reivindicações serão analisadas. Em 2001, uma onda de rebeliões simultâneas coordenadas pelo PCC atingiu 29 presídios do Estado.

Comentários

Comentários