Brasília - Os ministros compareceram ontem em peso na posse do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e tentaram demonstrar tranqüilidade diante da demissão de um dos principais homens do governo Lula.
Além de lamentar a saída de Antônio Palocci, eles apoiaram a indicação do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para substituí-lo. “Há um compromisso formal explicitado na primeira hora de que a política econômica em curso é ditada pelo próprio presidente da República”, disse Ciro Gomes (Integração Nacional) sobre Mantega. Ele lembrou que o novo ministro é um antigo e íntimo assessor do presidente Lula.
Sobre o episódio da quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que causou a queda de Palocci, ele classificou como “muito lamentável”. No entanto, disse que nenhum governante pode prometer que nunca cometerá falhas. “Aquele clima chuvoso de ontem, hoje tornou-se um clima ensolarado com céu aberto”, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a respeito da tensão envolvendo a demissão de Palocci.
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, declarou que tem "excelentes” relações com o novo ministro da Fazenda, mas não espera grandes mudanças na área econômica. Ele negocia com a Fazenda um pacote de ajuda ao setor agrícola. Para o ministro Hélio Costa (Comunicações), Mantega é altamente qualificado para a função que assumiu ontem porque tem sido uma presença forte na área econômica desde o início do governo. “Acho que nós conseguiremos continuidade na política econômica”, disse Costa, que também lamentou as circunstâncias em que Palocci deixou o governo.