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Sear terá 30 roçadeiras para agilizar limpeza de praças e terrenos

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Mato alto, lixo, ratos, baratas e caramujos vão ganhar 30 inimigos nos próximos dias. A Secretaria das Administrações Regionais (Sear) adquiriu, através de licitação, 30 roçadeiras que serão usadas para a capinação. A quantidade adquirida representa aumento de 10 vezes no número atual de máquinas que a secretaria possui: apenas três. Cada uma delas custou R$ 1.367,74 e serão pagas a uma empresa de Santo André – vencedora do pregão eletrônico realizado no dia 16.

A chegada das máquinas é esperada pelo titular da Sear, Nélson Fio e por moradores do centro da cidade e diversos bairros, entre eles, o morador da quadra 1 da rua Mauro Campos de Brito, José Antônio de Oliveira, do Jardim Petrópolis. “Por causa do mato alto e do lixo, já peguei duas ratazanas que queriam entrar na minha casa”, diz Oliveira. O morador conta que há cerca de seis meses o mato de um terreno da prefeitura e ao redor de uma praça perto da sua casa foi cortado. Na época, as pessoas pararam de jogar lixo, mas depois que o mato cresceu novamente, os entulhos voltaram a ser jogados. “As pessoas não respeitam se o mato estiver alto. Jogam lixo mesmo”, completa.

O titular da Sear, disse, no entanto, que com as máquinas novas, os bairros serão atendidos, inclusive o Jardim Petrópolis. “Já começamos a montar um cronograma para capinação, mas primeiro será encaminhado ao prefeito”, explica. Ele afirmou que bairros como a Vila Falcão, Jardim Bela Vista, Jardim Olímpia e o Centro da cidade estão incluídos no cronograma. “Com o maquinário que tínhamos, não dava para atender as reclamações que recebíamos”, diz. Em média, cada regional da Sear recebe, diariamente, de 10 a 15 reclamações. Fio também assegurou que vai haver funcionários suficientes para trabalhar no novo cronograma de capinação.

Talita Cecília Rodrigues e Ednéia dos Santos Viana, moradoras do Jardim Petrópolis, não vêem a hora do mato alto ser capinado. “Primeiro, a prefeitura precisa limpar as praças e cortar o mato alto dos terrenos e depois, as pessoas precisam respeitar”, opina Rodrigues. Ela refere-se ao fato de algumas pessoas, talvez os próprios moradores do bairro, jogarem entulho e lixo nos terrenos baldios. Durante a entrevista, o JC flagrou um senhor jogando entulho que estava dentro de uma carriola, mas quando percebeu que estava sendo observado, ele fugiu. Até um sofá foi encontrado na quadra 1 da rua Paulo Vidal. “Até quem tem terreno particular tem que colaborar. Tem gente que abandona o terreno e as pessoas aproveitam mesmo pra jogar lixo. É muito desrespeito”, diz Viana.

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Desafio

O JC mostrou, em matéria do dia 17, que cuidar de 271 praças e 20 mil terrenos baldios sem calçadas e milhares de quadras para capinar e bocas-de-lobo para limpar é desafio para a cidade.

A sugestão de Organizações Não Governamentais (ONGs), Sear e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) para deixar Bauru mais bem cuidada é de aprovação de projetos de lei sobre o tema, contratação de pessoal para o trabalho em campo e conscientização dos bauruenses.

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