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Rubinho afirma que sofreu como um porco

Folhapress
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Melbourne - O Grande Prêmio da Austrália estava na 39ª volta quando o som do rádio de Rubens Barrichello foi aberto no sinal de TV. Telespectadores de várias partes do mundo, então, ouviram em alto e bom tom a irritação do brasileiro.

“Os freios... Estou sofrendo como um porco”, desabafou em conversa com engenheiros de seu time, a Honda. Mais tarde, no paddock, explicou que esse vem sendo seu principal problema na adaptação ao novo time.

“Se não fossem os freios e uma dificuldade que tivemos com a temperatura dos pneus, daria para lutar por posições mais na frente.”

Saindo em 16º, Barrichello escapou dos acidentes e avançou até encontrar Takuma Sato. Aí, estancou. Sem conseguir superar o japonês da Super Aguri, ficou 12 voltas atrás. Passou a fazer um GP de paciência.

Na última volta, era o oitavo. Foi quando contou com o drama do companheiro: em quinto, Jenson Button contornava a última curva quando seu motor estourou e o inglês não conseguiu completar. Barrichello saltou para sétimo e conquistou dois pontos, seus primeiros na Honda. “Pontuar tira um peso dos ombros, mas temos que trabalhar muito para melhorar. A frustração continua.”

Já Michael Schumacher, se realmente basear a decisão sobre seu futuro no desempenho do carro da Ferrari, a direção da equipe pode começar a ficar preocupada. Encerrada a primeira perna do Mundial, o alemão não esconde a decepção. Ontem, disparou críticas à competitividade do 248 F1. “Estivemos no páreo por alguns momentos, mas isso não é suficiente. Ainda estamos muito longe daquilo que imaginamos.”

Depois de uma boa estréia da Ferrari no Bahrein, com direito a primeira fila no grid, a equipe teve problemas de motor antes do GP da Malásia. E, na Austrália, assistiu, impotente, ao domínio da Renault, com alguns instantes de brilho de McLaren e Honda.

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