Brasília - Analistas de mercado mantêm o otimismo com os rumos da política econômica após a substituição de Antônio Palocci por Guido Mantega no comando do Ministério da Fazenda. Para eles, o governo conseguirá neste ano atingir o centro da meta de inflação, que é um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5% em 2006. Até a semana passada, a expectativa era de um índice de 4,57%.
Já a previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 3,83% para 3,58%. Para o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), a expectativa passou de 3,94% para 3,55%, segundo dados do boletim Focus, divulgados semanalmente pelo Banco Central (BC). Essa é a oitava queda de previsão consecutiva para esses dois índices.
Sobre a taxa de juros, os analistas mantiveram a expectativa de um corte de 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá neste mês. Hoje, a taxa está em 16,5% ao ano. Até o final do ano, as instituições financeiras esperam que a taxa chegue a 14,13% ao ano, contra 14,25% da previsão anterior.
A previsão para o crescimento da economia foi mantida. A pesquisa aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5%. Já com sobre a produção industrial, os analistas esperam um crescimento de 4,21%, contra 4,27% da semana anterior. Esse é o terceiro aumento seguido.
Já a projeção em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - está em US$ 40 bilhões. Para o dólar, os analistas esperam que a cotação neste mês fique em R$ 2,15 e, até o final do ano, chegue a R$ 2,20.