O que ainda não está definido são os recursos para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Segundo o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, José Clemente Rezende, a expectativa é que até a conclusão do projeto executivo já tenha se resolvido o impasse da criação do fundo de tratamento de esgoto, em tramitação na Câmara Municipal desde o final de 2005.
O projeto que cria o fundo recebeu parecer de ilegalidade da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara, por causa do aumento na tarifa de esgoto, de 60% para 100% do valor do consumo de água. Os 40 pontos percentuais a mais iriam para o fundo.
Como não conseguiu obter votos para derrubar o parecer em plenário, o prefeito Tuga Angerami (PDT) se reuniu com vereadores para tentar convencer os parlamentares a derrubar o parecer e aprovar a matéria.
Mas na ocasião ficou definida apenas a realização de audiência pública para discutir o assunto, só que de acordo com o presidente do DAE talvez isso não seja necessário.
Ele acredita que Executivo e Legislativo cheguem a entendimento nos próximos dias. “Os vereadores estão sensíveis de que é preciso resolver o problema do esgoto em Bauru, então acredito em um entendimento antes da próxima segunda-feira”, declarou.
Clemente coloca a data como limite pois o parecer de ilegalidade volta a plenário na próxima sessão ordinária. De acordo com ele ,não está descartada a possibilidade de criar o fundo sem o aumento da tarifa de esgoto. “Há conversações neste sentido, mas vamos colher as sugestões dos vereadores e decidir o que fazer”, ressaltou.