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Palocci recebe intimação para prestar depoimento na sede da Polícia Federal

Folhapress
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São Paulo - A Polícia Federal (PF) intimou ontem o ex-ministro Antônio Palocci a depor no inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. O depoimento está marcado para as 10h de hoje, na sede da Polícia Federal, em Brasília. Essa é a segunda tentativa da PF de tomar o depoimento de Palocci. A PF tentou intimar Palocci na semana passada, mas o ex-ministro apresentou na sexta-feira um atestado médico de quatro dias para não depor. Como o prazo do atestado médico acabou, Palocci poderia ser intimado ontem.

Anteontem, a PF informou que já há “elementos suficientes” para indiciar o ex-ministro pela quebra do sigilo bancário de Francenildo. A equipe do delegado Rodrigo Carneiro Gomes, responsável pelo inquérito que apura o vazamento do sigilo bancário, deve indiciar Palocci durante o depoimento de hoje.

A expectativa é que ele seja indiciado, ao menos, por quebra de sigilo funcional e abuso de poder. Palocci é suspeito de ter ordenado ao ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso a quebra do sigilo bancário do caseiro. A violação ocorreu logo depois que o caseiro desmentiu Palocci na CPI dos Bingos. Ele disse ter visto Palocci na casa alugada em Brasília pelos ex-assessores de Ribeirão Preto (SP) para negociatas com lobistas e festas com prostitutas.

A violação mostrou o recebimento de depósitos no valor de R$ 35 mil na conta poupança de Francenildo na Caixa. Os dados da movimentação financeira -repassados para a revista “Época”- foram usados pelos governistas para sugerir que o depoimento de Francenildo teria sido comprado pela oposição.

Outros depoimentos

Outro que a PF pretende ouvir é Jorge Mattoso. Anteontem, o advogado do ex-presidente da Caixa disse ao delegado Gomes que ele está em São Paulo. Segundo a assessoria, Gomes ainda não decidiu se mandará um precatório para que um outro delegado interrogue Mattoso em São Paulo ou se ele próprio irá até a cidade para ouvi-lo.

A PF também tenta localizar Marcelo Netto, ex-assessor de comunicação de Antonio Palocci, suspeito de repassar o extrato do caseiro para a revista “Época”. O assessor não é visto desde o pedido de afastamento do ministro, na segunda passada.

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