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Plenário da Câmara vota hoje a cassação de João Paulo Cunha

Folhapress
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Brasília - A cassação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, será votada hoje. Ontem, o Conselho de Ética aprovou mais um processo de cassação, contra o petista Josias Gomes (BA). Ex-estrela ascendente do partido, João Paulo é o derradeiro “peixe grande” a ser julgado pelo plenário. Petistas e adversários acham que há uma ligeira tendência de absolvição, mantendo a tradição de o plenário contrariar pareceres do Conselho. “Estou um pouco cético”, contou o relator do processo de cassação, Cezar Schirmer (PMDB-RS). Há três coisas que podem dificultar a vida do deputado. A primeira, a tradição de cassar caciques e livrar o “baixo clero”.

A segunda são as acusações contra o petista. O parecer de Schirmer foi elogiado por elencar contradições e documentos em quase uma dezena de casos envolvendo João Paulo. Além disso, há o imprevisível “fator Angela Guadagnin”. A dança da líder da tropa de choque do PT no Conselho de Ética criou um clima de indignação que poderá atrapalhar o deputado.

João Paulo procura demonstrar tranqüilidade. Há duas semanas não sai de Brasília. Investe no corpo a corpo com deputados de todos os partidos e aposta na lembrança de sua gestão como presidente da Câmara. “Estou em contato com 511 deputados, disputando voto a voto”, afirmou João Paulo. Deixa de fora, além de si próprio, apenas Schirmer.

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