Polícia

Deinter põe duas mulheres no comando

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A Unidade de Inteligência da Polícia Civil do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior-4 (Deinter-4) está sob o comando de uma mulher, a delegada Cláudia Garmes Armani, desde fevereiro. Nesta semana outra mulher, a delegada Rejani Borro Tiritan, que era titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), assumiu a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru.

Os dois postos, tidos como importantes para a polícia, receberam um toque feminino. A escolha de Rejani para a Dise desencadeou outras mudanças na Polícia Civil em Bauru, apesar de ela continuar como delegada titular da DDM. Além da competência das delegadas, os itens fidelidade e confiabilidade foram determinantes na escolha, afirma o diretor do Deinter-4, Roberto de Melo Annibal. Para ele, o desempenho das mulheres tem sido muito bom. “Elas dão o sangue pela profissão. As mulheres são mais firmes que os homens”, compara.

Ele lembra que o Deinter-4 já está colhendo os frutos do serviço feminino. “A Cláudia Armani, no pouco tempo que está no cargo, fez uma das maiores apreensões de cocaína de Bauru e região”, lembra. Em termos financeiros, o prejuízo para os traficantes, calcula Annibal, foi em torno de R$ 900 mil. “Foram apreendidos dez quilos de pasta de cocaína, que transformariam-se em 30 sem mistura e 90 quilos se a droga recebesse mistura”, frisa.

Mas o toque feminino, na opinião do diretor do Deinter-4, veio através do aperfeiçoamento profissional. “A mulher é interessada em se aperfeiçoar. Ela (Cláudia) já fez vários cursos e está trazendo para o Deinter uma série de inovações com a implantação de programas que agilizam e aperfeiçoam a investigação”, frisa.

A escolha de Rejani também não foi aleatória, explica Annibal. Além da competência, ele espera que ela dê um toque feminino na Dise. “Para enfrentar o trabalho de rua, ela contará com o seu assistente, Kléber Granja. Dela eu espero uma campanha de educativa e um trabalho voltado à orientação familiar para aqueles que têm um dependente de drogas”, comenta.

Delegacia mais humana

Para a delegada Rejani Tiritan, a Polícia Civil é una e todo policial está preparado para assumir qualquer unidade. “É lógico que para mim vai ser um desafio eu estou feliz por ter essa oportunidade”, disse ontem. Ela lembra que durante sua atuação como delegada na Delegacia de Defesa da Mulher já conviveu com o problema dos entorpecentes.

Para ela, a meta da Dise já está traçada: aumentar as apreensões de drogas, oferecer um tratamento humanitário para os dependentes e atuar na prevenção.

A delegada Cláudia Armani ficou surpresa quando seu nome foi escolhido para comandar a Unidade de Inteligência do Deinter-4, o coração da Polícia Civil. Ela confessa que chegou a se assustar. “Assustei porque eu não estava esperando. É um setor crucial, é o coração da polícia”, comentou. “Está sendo um desafio muito grande. Estou trabalhando para corresponder às expectativas. Tenho procurado trazer para o Deinter-4 os novos recursos. O sistema guardião, por exemplo, que está na fase de teste em São Paulo, vai centralizar a escuta de Bauru e de toda a área do Deinter-4”, completa.

Com as nova nomeação, haverá também alteração no comando da Polícia Civil na região. O delegado José Firmino de Oliveira responderá por Avaí e Presidente Alves enquanto o delegado Mário Henrique de Oliveira Ramos ficará responsável por Iacanga e Arealva.

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