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General confirma visita de Palocci, mas nega ter recebido pedido de ajuda

Folhapress
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Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Felix, confirmou ontem que teve encontro em seu gabinete com o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no auge das acusações do caseiro Francenildo Costa. Mas disse que Palocci apenas relatou “grandes pressões” contra o governo, sem ter feito pedido de providências. Segundo o general, o ex-ministro o procurou porque ele é uma espécie de “paizão” do governo.

Apesar desse “não-pedido”, o ministro-chefe do GSI relatou o encontro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento a sete congressistas foi fechado e o general deixou o local por uma porta lateral, sem falar com a imprensa. Dos deputados que se manifestaram sobre o depoimento, nenhum disse crer na inexistência de pedidos, mas acham que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), subordinada ao GSI, não deu cabo à missão.

A reunião teria durado entre cinco e dez minutos, na quarta ou na quinta-feira. O relato da conversa a Lula teria ocorrido somente depois de o presidente já ter demitido Palocci. “É evidente, no meu entender pessoal, que o Palocci foi pedir socorro”, disse o deputado Alceu Collares (PDT-RS), autor do pedido de explicações. Segundo o ministro-chefe do GSI, depois de Palocci ter relatado as pressões, a conversa morreu: nem ele perguntou quais eram as pressões e o que poderia ser feito nem o então ministro citou alguém ou pediu providências.

Apesar de o general ter sido vago, até a oposição aceitou a tese da não-interferência da Abin. “Fiquei satisfeito, acho que a Abin não entrou nessa”, opina o deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA). Na interpretação dos que ouviram Felix, a ida do então ministro ao gabinete do GSI representa uma quebra clara de hierarquia. O GSI é subordinado diretamente ao presidente e não atende os ministérios.

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