Aproximadamente 250 servidores municipais ocuparam pacificamente, no final da manhã de ontem, o prédio da secretaria municipal de Administração, localizado na quadra 14 da avenida Nuno de Assis. Corredores e algumas salas do prédio de dois andares ficaram repletos de servidores. Eles pregaram faixas nas paredes e aguardaram sentados em bancos e em pé. A diretora do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) Eliane Koti, disse que a ocupação é um protesto contra a “mudança de planos da prefeitura.” Segundo a manifestante, a reunião de negociação que estava marcada para às 11h foi transferida para às 16h, minutos antes do início. “Só ficamos sabendo da transferência do horário 15 minutos antes das 11h. Isso é um desrespeito”, argumentou. Os manifestantes prometeram desocupar o local assim que se iniciasse a reunião remarcada para a tarde.
Antes de chegar ao prédio da Administração, os servidores iniciaram uma passeata às 10h. Saíram da frente do sindicato, localizado na rua Cussy Jr. Em todo o ato, foram acompanhados pela polícia. Algumas ruas precisaram ser interditadas, mas não houve confusão. Os manifestantes percorreram as ruas 13 de Maio, Ezequiel Ramos e avenida Nações Unidas até chegar à avenida Nuno de Assis.
Esta é a segunda semana de greve. Na semana passada, filas em postos de saúde e escolas sem aula geraram reclamações da população. No Pronto-Socorro (PS) Municipal, por exemplo, estão assegurados os 30% de atendimentos referentes aos casos de emergência e urgência. A administração tenta minimizar os efeitos do movimento, mas a greve já provoca transtornos. A cozinha industrial, que serve 1.270 refeições/dia aos servidores, também está paralisada.