Cansados de aguardar a vez de serem atendidos no Pronto-Socorro (PS) Central, pacientes acionaram, por volta das 19h de ontem, representantes da Comissão de Direitos Humanos da Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para reclamar da situação. Diuline Francine Jacinto, que reclamava de dor no estômogo por conta de uma úlcera, contou que chegou à unidade de saúde às 14h e até as 18h ainda não havia sido atendida.
Mas ela relatava que havia situações piores. Uma idosa, que estava com a perna inchada, teria chegado ao PS Central por volta das 8h e só foi atendida às 19h, com a chegada de integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB. “Fomos chamados por pacientes e viemos verificar a demora no atendimento, que já vem ocorrendo antes da greve (dos servidores). Os 30% de funcionários em serviço previstos em lei estão sendo cumpridos”, disse de Gilberto Truíjo, presidente da comissão, que pediu a presença da direção do PS.
Em reunião que terminou por volta das 21h30, os integrantes da Comissão de Direitos Humanos pediu à direção do PS a relação dos pacientes atendidos ontem e os respectivos horários. “Vamos analisar os horários de atendimento e ver qual providência a ser tomada. Estes dados serão levados para a reunião sobre saúde que será realizada no dia 25 na OAB, para a qual chamamos não só o secretário de Saúde (Mário Ramos), mas também o prefeito (Tuga Angerami), convoca Truíjo.
Por volta das 21h30, a situação no PS estava regularizada. O médico José Roberto Berber, diretor do Departamento de Urgência e Emergência, que participou da reunião com a OAB, disse que vai apurar o caso da idosa que afirmou ter chegado ao PS no início da manhã e que só foi atendida por volta das 19h. “Esta foi a queixa. Nós vamos verificar o que aconteceu, mas é uma situação totalmente diferente do que vem acontecendo todos os dias”, afirma ele, que a demora de atendimento não costuma passar de cinco horas.
Ontem, além de ser segunda-feira, dia de maior movimento no PS, a greve dos servidores contribuiu para a demora no atendimento, de acordo com Berber. Segundo ele, dos seis médicos – quatro clínicos geral, um ortopedista e um cirurgião, que normalmente dão plantão no PS Central, ontem quatro estavam trabalhando. “Se na rotina já temos um pouco de dificuldade, na greve isso se acentua”, comentou.