Política

Educação já contabiliza 223 servidores parados

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Algumas escolas retornaram às aulas ontem, como a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Aparecida Pezzatto. A prefeitura contabiliza que 223 servidores da educação continuam parados. Estão sem atividades pelo menos duas escolas de ensino infantil: Felix Aparecido Costa e Chapeuzinho Vermelho. Na creche do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic), os funcionários informaram que as atividades também não foram retomadas.

Exatos 10 funcionários de quatro instituições de ensino fundamental estão paralisados, nas escolas Geraldo Arone, no Fortunato Rocha Lima; José Romão, no Nova Bauru; Dirce Boemer G. de Azevedo, no Tangarás; e Santa Maria, na Vila Cardia. Apesar da paralisação, as quatro unidades estão atendendo. Na escola Santa Maria, por exemplo, as aulas do período da tarde que foram prejudicadas pela greve, serão retomadas a partir de hoje. “Estamos preparando o calendário de reposição das aulas para não prejudicar os alunos. Além disso, já programamos as atividades para a Páscoa”, afirma a diretora da escola, Margareth Noemi Karg Quirino.

Os 10 servidores que trabalham na cozinha do Caic continuam em greve. A prefeitura compra todos os dias cerca de 1.100 refeições prontas ao custo aproximado de R$ 4.900. Outros 33 funcionários da Secretaria Municipal de Obras também estariam paralisados, de acordo com a prefeitura. A maioria (19) trabalha na divisão de construção.

Segundo a diretora do Sinserm, a Divisão de Apoio Operacional (DAO), localizado na rua Aparecida, também teve o atendimento comprometido. “As bombas (de combustível) estão abastecendo apenas as ambulâncias, viaturas do Corpo de Bombeiros e casos de emergência”, fala Martins. Mas, ontem, uma funcionária do DAO que atendeu ao telefonema e não quis se identificar assegurou que todos as viaturas foram abastecidas normalmente.

Marmita desagrada

Funcionários que trabalham no almoxarifado central da prefeitura e que não quiseram se identificar com medo de represálias reclamaram da qualidade da marmita que está sendo servida durante a greve. Os funcionários da cozinha do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) estão em greve, Por isso são adquiridas de uma empresa de Bauru aproximadamente 1.100 refeições pela prefeitura.

Segundo os funcionários entrevistados, o arroz é duro e o feijão é pouco. Além disso, os alimentos não teriam boa qualidade. Ontem, por exemplo, a marmita era composta por arroz, feijão, purê de batatas e lingüiça. “A comida tem gosto ruim. Trabalho 12 horas por dia e não tem condições de comer esta comida”, diz um dos funcionários. Eles reclamaram que ontem, por exemplo, a lingüiça tinha gosto “rançoso” e o purê não tinha tempero. Anteontem, o prato era composto por frango e batata. “Estava ruim também”, disse outro funcionário.

O secretário municipal de Administração, Fernando Ferreira Jorge, rebateu as críticas. “Estou surpreso porque até agora só ouvi elogios das refeições que estamos servindo. A empresa da qual compramos as marmitas é de qualidade e não existe problema algum”, disse.

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