A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) vai assumir a operação do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) vinculado à Universidade Estadual Paulista (Unesp). Enquanto a negociação para o convênio já está sendo realizada entre o instituto e a reitoria do órgão federal, uma comitiva formada pelo ex-deputado Tidei de Lima (PV) agendou reunião na reitoria da Unifesp, em São Paulo, no próximo dia 24, para discutir a instalação de uma unidade da instituição de nível superior na cidade.
O convênio de operação do IPMet foi discutido ontem com o diretor do instituto, Roberto Vicente Calheiros. “Eu soube do interesse da Unifesp em vir para Bauru através do empresário Ricardo Oliveira, que encampou a proposta de trazer uma universidade federal para Bauru e já abriu canal junto ao deputado e ex-governador Fleury Filho. Fui ao Calheiros e ele confirmou o convênio, o que amplia ainda mais a oportunidade em torno da instalação de um campus da Unifesp em Bauru. Deste contato já surgiu o agendamento de audiência com o reitor da Unifesp para discutirmos o assunto”, revela Tidei.
Roberto Calheiros considerou a junção das duas propostas como “excepcional para a região e Bauru”. O diretor confirma que o reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto, já marcou a reunião. “O convênio com o IPMet já estava sendo tratado e o que nós fizemos foi contatar a Unifesp para saber do interesse em discutir plano de expansão com unidade na cidade. A reitoria respondeu prontamente e vejo como oportuna e excepcional a idéia de discutir já com a universidade a proposta de se instalar em Bauru, onde ela já vai ter vínculo ao assumir as operações do IPMet”, cita.
Tidei conta que a audiência com a reitoria da Unifesp será formada por uma comitiva ainda em formação. “Esta proposta precisa do apoio de todas as instâncias. Já recebemos o apoio do deputado Fleury, através do Ricardo Oliveira, e do Alcides Franciscato. Vamos convidar outras lideranças para esse projeto que é para a cidade, como o deputado Pedro Tobias (PSDB) e o Dudu Ranieri (PFL), que está próximo do governo”, conta. O presidente dos grupos Prata e Cidade, Alcides Franciscato, antecipa que prestará integral apoio à iniciativa “pelo desenvolvimento de Bauru e região”.
O diretor do IPMet, Roberto Calheiros, revela que o convênio com a Unifesp faz parte da estratégia de parcerias determinadas pela reitoria da Unesp para viabilizar a estrutura do instituto. “Nós vamos ceder e coordenar o projeto de rede de radares oceânicos no IPMet e a Unifesp assume a responsabilidade pela operação, a estrutura de especialistas, com equipe de meteorologistas, técnicos. O convênio pode incluir até laboratório completo de oceanografia. A parceria aproxima a Unifesp de Bauru e permite ampliar as chances dos projetos de expansão da universidade contemplarem a cidade, seria um embrião da educação científica federal no Interior do Estado a partir de Bauru”, reforça.
A comitiva vai levar à reitoria da Unifesp a proposta de instalação na cidade, levantando, inclusive, sugestões de ocupação de áreas como a da unidade da Cesp, desativada na saída de Bauru para Marília. “É uma opção e queremos discutir as alternativas, aproveitando o plano de expansão e a previsão de recursos disponíveis para as universidades federais. A universidade é autônoma para a criação de cursos”, completa Tidei.
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Planos de expansão
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) nasceu da Escola Paulista de Medicina, fundada em 1933. Ao ser federalizada, em 1956, transformou-se na Unifesp e se destacou em cursos na área de saúde. Atualmente, tem câmpus em São Paulo e Baixada Santista. Mas já está programando a implantação de uma unidade na Zona Sul da Capital (previsão é oferecer os primeiros cursos no ano que vem), Diadema (já tem espaço cedido pelo poder público) e São José dos Campos (também já conta com terreno), de acordo com o site Universia.
No câmpus de São Paulo, a Unifesp oferece cursos de graduação de ciências biomédicas, enfermagem, fonoaudiologia e medicina e de tecnologia oftálmica, além de pós-graduação lato e stricto sensu. Na Baixada Santista, funcionam os cursos de educação física, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional e curso seqüencial de formação específica. Ao todo, a Unifesp conta com 1.500 alunos da graduação e 16 mil na pós-graduação e 559 professores.
Em seu site, a Unifesp confirma a intenção de expansão. Em outubro do ano passado, o Ministério da Educação assinou convênio para liberar R$ 12 milhões à Unifesp. Além dos novos câmpus já em projeto, há previsão da criação de novos cursos nas unidades já em funcionamento.
Da Redação