Nacional

Record emplaca segundo lugar em audiência durante a noite

Por Débora Miranda | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A vice-liderança ainda não é definitiva, mas o alto investimento da Record - que começou o ano convicta de que tinha de subir um posto na briga pelo ibope - está dando resultados. Focando em jornalismo, investindo pesado em teledramaturgia e aproveitando a bagunça que está a programação do SBT, a emissora conseguiu deixar sua marca na faixa das 18h à 0h - ficando em segundo lugar no Ibope. Na média geral do dia, porém, o canal de Silvio Santos mantém o posto.

Aproveitando o impulso de “A Escrava Isaura”, o núcleo de teledramaturgia da Record subiu ladeira acima, disposto a ultrapassar de vez a barreira dos 12 pontos. “Cidadão Brasileiro”, que dá de cara com “Jornal Nacional” e “Belíssima”, vem conquistando médias em torno dos 15 pontos. “Prova de Amor” é o hit da emissora. Assumiu o horário das 19h com cerca de 12 pontos e vem registrando média de 20.

“A novela tem uma força intrínseca, formada por vários fatores: locações esplendorosas, elenco estelar e histórias para todas as idades”, afirma Tiago Santiago, autor da trama, que de tão prestigiado dentro da emissora ganhou o posto de consultor do núcleo de teledramaturgia. O plano, agora, é manter o padrão e não deixar a audiência cair. A próxima novela das 19h, “Bicho do Mato”, terá locações no Pantanal, e a intenção é que mantenha ex-globais nos papéis principais. “O mercado está muito concorrido, por isso não divulgamos com quem estamos negociando”, diz Hiran Silveira, diretor de teledramaturgia da Record.

Segundo ele, a emissora inaugurará o horário das seis em breve. Já em maio começam as gravações de “E Aí?”. A idéia é que o banco de atores do canal seja capaz de abastecer cinco tramas ao mesmo tempo: as três que estão no ar e as duas que, enquanto isso, são produzidas. Como acontece na Globo. Aliás, a semelhança com a grade de programação da rival carioca, apontam os especialistas, seria a principal responsável pela estratégia bem-sucedida da Record.

“Resta saber se esses números refletem uma curiosidade do telespectador em ver o que há de novo na TV ou se realmente significam que a Record fidelizou um público”, aponta o sociólogo Laurindo Leal Filho, professor da USP.

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