Pesca & Lazer

História de pescador: Caçada de piranha


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Tenho um amigo em Bauru que sabe tudo sobre pescaria e caçada, sujeito muito bom, contador de “causos” e, além de todas essas qualidades, o danado é muito bom na culinária. Esse amigo se chama Antonio Oliveira Filho, mas por motivos óbvios a gente chama ele de “Toninho Garrucha”.

O Toninho Garrucha ou simplesmente Garrucha gosta muito de pescar lá no Sucuri, onde o rio deságua no Tietê, ali bem pertinho de Pongaí. Lugar bonito, muita água, muito sol, bastante peixe e, além do mais, tem ali uma minipousada que oferece conforto aos pescadores, comidinha caseira, camas com colchões macios nos quartos bem aconchegantes. É ali que o Garrucha fisga os mais variados tipos de peixes, mas o que ele gosta mesmo é de pescar piranhas, porque as piranhas dão um caldo excelente e o Garrucha é especialista em prepará-lo.

Dia desses foi o Garrucha pescar com alguns companheiros e, como de costume, levou a “traia” pra pescar Piranhas e não é que o danado pegou uma boa quantidade delas? Mas, como só viria embora no dia seguinte, optou por congelar as piranhas mesmo sem limpá-las (segundo ele é melhor pra conservar).

Noutro dia, lá pelas duas horas da tarde, lá vinha o Garrucha com aquele pacote de piranhas para preparar o famoso caldo, que nós tanto apreciamos, acompanhado de algumas cervas geladas é claro (o Garrucha entra com o caldo e nós pagamos as cervejas). Mas qual não foi a surpresa do nosso amigo: ao começar a descongelar as piranhas, no meio delas, bem no meio, tinha uma ainda viva e numa simples virada mordeu-lhe a mão esquerda. Imaginem o susto que o Garrucha levou!

Como ele é cabra macho e rápido no gatilho, não se fez de rogado, sacou a arma e deu três tiros na piranha, que naquele momento perdeu a vida e foi pra panela faltando um olho e com mais dois buracos de balas.

Ivo de Jesus Ribeiro é aposentado, pescador e contador de histórias.

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