Política

Médicos dos núcleos anunciam paralisação

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Na próxima segunda-feira, os núcleos de saúde podem não contar com a maioria de seus médicos. De acordo com a equipe de negociação do corpo médico para a greve dos servidores municipais, os profissionais que atendem nos bairros irão se juntar ao movimento grevista a partir de segunda-feira. A principal reivindicação dos médicos é a melhoria das condições de trabalho na saúde municipal.

Os médicos que atuam no Pronto-socorro Central (PSC) estão em greve desde o início do movimento, mas os profissionais da rede básica decidiram pela adesão em uma assembléia realizada anteontem à noite, na Casa do Médico. Eles criticam as falhas da rede, alegando que desde o fechamento dos prontos-socorros do Jardim Ipiranga e Núcleo Mary Dota, em julho do ano passado, o PSC está sobrecarregado. Para a equipe de negociação, como os núcleos de saúde não resolvem os problemas da população, ela recorre à unidade de urgência, agravando ainda mais o atendimento.

Outro ponto criticado é a falta de profissionais na rede básica. De acordo com os médicos, como o salário oferecido é muito inferior em relação ao praticado no mercado, os especialistas não estão se inscrevendo para os concursos públicos, o que vem agravando o problema. Com a mobilização, os médicos da rede básica esperam chamar a atenção do executivo para a de falta de estrutura, além da reposição e aumento salarial.

O número de profissionais que podem deixar de atender os pacientes nos núcleos de saúde ainda não foi calculado, mas a equipe de negociação espera que até segunda-feira, os colegas se mobilizem para fortalecer o pedido de reivindicações. Mário Ramos, diretor interino da Secretaria Municipal de Saúde, informa que só vai se manifestar na segunda-feira, quando se inteirar da situação.

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