Bairros

Cadeirante reclama de transporte

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O cadeirante Wagno de Azevedo, 30 anos, relata que passou por uma experiência nada agradável ontem ao tentar embarcar em um ônibus coletivo na avenida Rodrigues Alves. O elevador do veículo não funcionou e ele diz que ficou mais de uma hora esperando pelo conserto.

Azevedo estava no Centro da cidade e tentou embarcar num coletivo para chegar ao Jardim Araruna, onde mora. A pressa do deficiente estava concentrada na troca de sonda que ele tem de fazer a cada seis horas, pois tem problemas na bexiga.

Como o elevador do ônibus não subiu, ele ficou impossibilitado de embarcar e, conseqüentemente, a troca de sonda sofreu um atraso. “Se eu embarcasse nesse coletivo chegaria em casa por volta das 11h50. Agora tenho de esperar o ônibus das 11 e pouco e vou chegar em casa somente às 12h40.”

Há quatro anos na cadeira de rodas, Azevedo diz que não se conforma com o tratamento que os cadeirantes recebem do transporte coletivo. “As vans têm que ser agendadas. Tem 500 pessoas para três vans. Os ônibus apresentam muitos problemas. Há motoristas e cobradores que não sabem manejar o elevador”, reclama.

Ele diz que já caiu duas vezes do elevador. “Como eles não sabem como funciona o elevador, param em local inadequado e temos que pedir ajuda até para subir no elevador.” Segundo relatou, a empresa não acionou o socorro. “Eles demoraram mais de uma hora para fazer o conserto. O ônibus seguinte não parou porque eu não dei sinal a tempo. Acho que eles deveriam ter avisado o próximo ônibus para me apanhar”, reclama.

A Empresa de Desenvolvimentos Urbano e Rural de Bauru disse ontem que o treinamento de pessoal é feito pela Transurb. A empresa fiscaliza o funcionamento e coloca o telefone 0800-994599 à disposição da população para reclamações. “O maior número de reclamações contra o transporte coletivo é que os coletivos não param nos pontos e deixam usuários sem transporte.”

A Transurb, através de sua assessoria, informou ontem que houve problemas elétricos no elevador e que um mecânico fez o conserto em seguida. Sobre o não-acionamento do próximo veículo a passar pelo ponto, que é uma das reclamações de Azevedo, a assessoria informa que não existe um sistema de intercomunicação entre todos os carros e ressalta que, nestes casos, pode ser utilizado o próximo veículo da linha ou se aguardar o conserto do ônibus que ele pretendia utilizar.

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