Rio - O brasileiro está casando mais e as uniões estão mais duradouras. De acordo com Síntese dos Indicadores Sociais 2005 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad) 2004, o número de casamentos no País cresceu 7,7%. Já os divórcios tiveram queda de 3,7% em relação a 2003. O número de separações judiciais - dissolução legal da sociedade conjugal - foi 7,4% menor que no ano anterior.
Segundo o IBGE, os casamentos também ficaram mais duradouros. Os casamentos duraram em média 11,5 anos em 2004. Na década de 90, o tempo médio de união era de 9,5 anos. No ano 2000, as uniões tinham uma duração de 10,5 anos. Segundo a pesquisa, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os Estados em que as uniões legais são mais resistentes.
No RS, por exemplo, o casamento durava em média 13 anos. Por outro lado, no Amazonas, os casais ficavam em média 8,8 anos juntos e no Acre, os casamentos duravam em média 9,8 anos. De acordo com o IBGE, a média de idade para o primeiro casamento é de 28 anos para os homens e de 25 para as mulheres. Porém, ao se considerar todos os casamentos, a idade média das mulheres sobe para 27 anos e a dos homens salta para 30.
Mais idosos
O Brasil está na lista dos dez países com maior população de pessoas idosas em termos absolutos do mundo, informa a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. Segundo o instituto, que se baseia em estimativas de 2005 da ONU, o Brasil ocupa a oitava colocação, à frente de Itália e França.
Os primeiros do ranking são China, Índia, EUA, Japão, Rússia, Alemanha e Indonésia. Em 2004, diz o IBGE, para cada 100 jovens, havia 25 idosos no País. O número de brasileiros maiores de 60 anos era de 17,6 milhões em 2004, o que significa que 9,7% da população brasileira era formada por idosos.
Segundo a pesquisadora do IBGE, Lucia Cunha, a população brasileira ainda é considerada jovem, porque diferentemente de países como Itália, Japão e Alemanha, a proporção entre idosos e jovens ainda não se igualou. Mas a pesquisadora não hesita em dizer: “Estamos caminhando a passos largos para isso”.
Em 2004, a proporção de idosos que moravam sozinhos representava 13% dos arranjos familiares. Já 87% dos maiores de 60 anos disseram morar com os parentes ou eram casais sem filhos. Segundo a pesquisa, apesar da idade avançada, um terço dos idosos disse ainda permanecer no mercado de trabalho, sendo que 43,9% eram homens e 18,8% mulheres.
A expectativa de vida média do brasileiro em 2004 era de 71,7 anos. Segundo o IBGE, entre 1991 e 2004 o brasileiro ganhou quatro anos a mais de vida. As mulheres vivem em média até os 75,5 anos, enquanto os homens têm uma esperança de vida menor: 67,9 anos.