Regional

Parceria leva crianças à aldeia de Avaí

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - Com o objetivo de divulgar a riqueza da cultura indígena, a aldeia Kopenoty, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), firmou parceria com uma empresa de projetos culturais.

O primeiro fruto dessa parceria será a visita de, aproximadamente, 14 ônibus com alunos da rede particular de ensino de Bauru à aldeia no próximo dia 18, véspera do Dia do Índio.

São crianças de 6 a 10 anos, que irão pela primeira vez conhecer uma aldeia por dentro. Lá, elas terão contato com a cultura dos índios terenas. Poderão assistir às danças tradicionais indígenas, como a dança do bate-pau e a dança da chuva, por exemplo. Os alunos conhecerão também o artesanato que é produzido pelos índios da aldeia Kopenoty.

A visita terá duração de três horas, aproximadamente. A saída dos ônibus será da avenida Nunes de Assis, perto do Fórum. Durante todo o trajeto de Bauru até Avaí, os estudantes receberão ajuda do Policiamento Rodoviário e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Além de visitar a aldeia, os alunos conhecerão também o museu de Avaí e passearão pela cidade.

No dia seguinte, será a vez dos índios pegarem a estrada. Ainda dentro do projeto de parceria com a empresa de projetos culturais Tella Barbosa, cerca de 90 índios irão para Campinas, onde farão uma apresentação no Shopping Dom Pedro, considerado o maior da América Latina. De novo, eles estarão exibindo suas danças típicas, com a participação das mulheres e crianças indígenas.

Aproveitando a viagem, os índios darão um pulo até a cidade de Paulínia, onde também estarão se apresentando e conhecendo as refinarias de Petróleo.

Segundo informou Ricardo Barbosa, coordenador do projeto, existem planos para novas excursões até a aldeia de Avaí. Além de alunos, a empresa quer levar também grupos da Terceira Idade. A idéia é estender o passeio a outros pontos turísticos da região.

A parceria foi elogiada pelo índio terena Paulo Roberto Sebastião. Segundo ele, será uma boa oportunidade para manter viva as tradições indígenas. Além disso, poderá representar um ganho importante para a comunidade com a venda de artesanato. Na opinião do cacique Antônio Lulu, a parceria tem tudo para dar certo.

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