O BRASILEIRÃO
O Campeonato Paulista terminou domingo passado e já teremos neste fim de semana, o início do Brasileiro, que terá a volta do Grêmio e Santa Cruz. Corinthians é o atual campeão e vai tentar o bi, portanto. Essa competição, que começou em 1971 - deu Atlético Mineiro - é a maior de clubes em todo o planeta. Das 20 times que vão participar do Campeonato Brasileiro deste ano, 12 já foram campeões pelo menos uma. De outro lado, cinco que conquistaram o título estão fora desta edição, porque foram rebaixados em anos anteriores. São eles: Bahia (que está na Série C), além de Guarani, Sport, Coritiba e Atlético-MG - que estão na Série B. Com 46 rodadas, o Brasileirão de 2005 foi o mais longo campeonato nacional já realizado no mundo. Mesmo assim, a CBF não abre mão de manter o sistema de disputa que vem agradando. Eu acho a fórmula simples a ideal. Tanto que a média de público por jogo no ano passado foi de quase 14 mil pagantes. Por enquanto é difícil apontar favorito, mas os mais cotados seriam os quatro grandes de São Paulo, Goiás e Inter ou Cruzeiro. O Atlético Paranaense pode surpreender mais uma vez. Com relação aos cariocas - Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo - acho que a meta é não ser rebaixado.
A BATALHA
O jogo entre Palmeiras e Cerro Porteño esteve mais para luta livre do que para futebol. Com um futebol limitado, o Alviverde voltou a decepcionar seus torcedores e desta vez os paraguaios foram os algozes. E assim, o Palmeiras não conseguiu a meta de ficar em primeiro lugar em sua chave na Libertadores. Com a derrota (3 a 2) de quinta-feira para o Cerro, a situação do time de Émerson Leão para a próxima fase da competição - mata-mata - ficou complicada, porque terá que decidir sua sorte no campo do adversário. Provavelmente contra o Inter de Porto Alegre ou o temível Chivas, quem diria, o Chivas o temível! Um tabu foi quebrado, já que o Verdão não tinha perdido em casa para equipe estrangeira na Taça Libertadores - havia caído só duas vezes, ambas diante do São Paulo. O Palmeiras perdeu na bola, mas deve ter vencido na pancadaria, antes e depois do intervalo. A batalha campal teve socos, voadoras, pontapés e o escambau. Apesar da briga generalizada, que reuniu até gandulas do Palmeiras, o juiz não expulsou ninguém.
SANGUE BOM
Depois da partida os palmeirenses esqueceram a atuação do time e justificaram a briga em que se envolveram no início do segundo tempo. Douglas, principal personagem do tumulto, garante que não se arrepende de tê-la iniciado. Edmundo não brigou, andou recebendo elogios da imprensa e dos cartolas, mas foi alfinetado pelos companheiros. Eu sou contra a violência, mas tem um porém: boleiro que se preza não pode ter sangue de barata de aceitar catimba e provocação em casa de time estrangeiro.
A BOA SEGUNDONA
Começa também neste sábado, o Brasileiro da Série B, quase uma divisão de elite. Na fórmula simples de pontos corridos, com turno e returno, a boa Segundona tem como novidades Atlético Mineiro, Coritiba, Paysandu e Brasiliense, rebaixados da Série A. E entre os 20 clubes participantes, seis são paulistas: Guarani, Ituano, Marília, Paulista de Jundiaí, Portuguesa e Santo André. Deles, quem se deu melhor no Campeonato Estadual foi o Ituano, que ficou apenas em nono lugar. Momento pior vivem Guarani e Portuguesa, rebaixados no Paulistão. Goleado por 5 a 1 pelo Flamengo na Copa do Brasil, o Bugre não tem treinador e nem bons jogadores. A Lusa pega o São Raimundo, mas o técnico Edinho enfrenta dificuldades para escalar o time. Paulista enfrenta o Santo André, jogo doméstico da rodada inaugural. Ituano x América potiguar em Natal. O Marília recebe o Atlético-MG, jogo que deve ser mostrado pela RedeTV.
SACO CHEIO
Transtornado e de saco cheio, Toninho Cerezo botou a boca no trombone. Demissionário do Guarani, o treinador detonou diretores e jogadores. Disse que pegou um elenco descompromissado e não viu a cor do dinheiro prometido pela parceira, a ‘empresa italiana’ Turbo Sustem SRL.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro de 1977: Sport Recife 4 x 1 Cruzeiro, na Ilha do Retiro, gols de Juninho, Leonardo, Jackson e Luiz Muller. Donizete descontou para o time mineiro. Árbitro: Oscar Roberto Godói. Público pagante: 19.453. Sport: Bosco; Cássio, Márcio (Ildo), Alexandre Lopes e Erlon; Leomar, Wallace, Jackson (Paulo Henrique) e Juninho (Luiz Muller); Leonardo e Didi. Técnico: Eduardo Amorim. Cruzeiro: Dida; Vítor (Rodrigo), Célio Lúcio, Wilson Gottardo e Marcos Teixeira; Fabinho, Ricardinho (Léo), Donizete e Alex; Marcelo e Giovani (Roberto Gaúcho). Técnico: Nelsinho Baptista.