A liberalização dos costumes deve ter ajudado a inflar os índices de separações e divórcios consensuais. A opinião é da psicóloga especializada em psicodrama, terapia de casais e família, Maria Regina Corrêa Lopes Vanin.
“Não disponho desses dados, nem de pesquisa. Mas antigamente, o casamento era muito mais insolúvel. Quando acontecia separação é porque não tinha jeito (do casal ficar junto). Hoje, os casais separam por escolha”, explica. Ela ressalta que, anteriormente, a mulher separada não tinha nem como sobreviver, além de ser pressionada pela sociedade e família.
Mas elas ainda não estão livres de dificuldades, especialmente quando ficam com a guarda dos filhos. “O que mais pesa (após a separação) é ter ou não filhos. A partir do momento que o casal decide tê-los, a rotina muda. Perde a liberdade. Se separada, ela não vai ter uma vida de solteira”, admite um entrevistado, que também passou pelo processo de separação consensual.
Ele garante que se esforça para ser o mais presente possível na vida do filho. Ainda assim, admite que as restrições são muito maiores para quem fica com as crianças.