Porto de Galinhas - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse ontem, em Porto de Galinhas (60 quilômetros de Recife), que a eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá se transformar em “um pesadelo” para o País. “Você já tem um governo fraco, que deixa a desejar sob o ponto de vista ético, que acabou antes da hora e está em fim de mandato desde o ano passado”, afirmou. “Um segundo mandato pode ser ainda mais complicado. Com uma base menor e o PT enfraquecido, você pode ter aí um pesadelo pela frente”, declarou.
O tucano fez críticas ao presidente e disse que Lula se comporta como “um comentarista” ao atacar a Febem - um dos pontos vulneráveis da gestão do tucano no governo de São Paulo -, em discursos públicos recentes. “Ele (Lula) ataca pelo desconhecimento, se comporta como um comentarista, como se o governo federal não tivesse responsabilidade nenhuma (na questão do adolescente infrator)”, afirmou. “É fácil ser um comentarista. Agora, é bom trabalhar um pouco.”
O ex-governador disse que o governo Lula nunca repassou recursos para auxiliar o Estado na questão da Febem e afirmou que, até o final do ano, a unidade da Febem de Tatuapé será extinta e dará lugar a um parque. “Quando falei que ia demolir o (presídio do) Carandiru, não acreditaram. Hoje, virou filme.”
Alckmin rebateu também as acusações de que a oposição estaria impedindo a votação do Orçamento Geral da União de 2006, obrigando o governo a liberar recursos através de medidas provisórias. “O PT tem maioria (na Câmara Federal) para absolver os mensaleiros, mas não tem para votar o Orçamento. É estranho isso”, declarou.
O ex-governador confirmou que o candidato a vice de sua chapa deverá ser do PFL e ter origem nordestina. Disse que a escolha não dependerá dele. Entretanto, permaneceu quase sempre ao lado do senador José Jorge (PFL-PE), cotado para o cargo. José Jorge disputa a preferência do PFL com o também senador José Agripino (PFL-RN).