Auto Mercado

Bonita e competente

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Não são todos os carros que, logo de cara, atraem pelo olhar. E o SpaceFox tem essa qualidade, uma vantagem em um mercado, como o nacional, em que fatia considerável de consumidores decide a compra baseado na emoção gerada pela beleza dos veículos.

A nova stationwagon da Volkswagen, realmente, é “show de bola” no quesito design. Isso porque, além de manter a identidade com seu “irmão” mais velho, o Fox, as linhas da SpaceFox demonstram evolução, notadamente na charmosa traseira com lanternas que lembram veículos de segmentos superiores e, até, formas adotadas em modelos europeus.

Mas a SpaceFox é muito mais do que um “rostinho” e “corpinho” bonito e cheio de curvas. Na hora de acelerar, ela mostra-se adequada na pista e coerente com sua proposta de modelo familiar. É um carro correto, neutro e que transmite sensação de segurança e robustez por estar na mão o tempo todo. Também responde de pronto aos comandos de volante e pedais, exibe boa estabilidade e não sente os inevitáveis buracos pelo caminho. Para resumir, é um veículo “gostoso” e fácil de guiar.

E quem vai a bordo também não tem do que reclamar da SpaceFox. Tem espaço amplo, comporta passageiros altos no banco traseiro sem que o teto fique próximo demais e conta com o “recheio” básico - ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico - de série em todas as versões, além de um porta-malas coerente com suas pretensões.

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PONTO A PONTO

• Motor/transmissão

O “powertrain” do SpaceFox é herdado da linha Fox. Como nos outros modelos, funciona a contento, mas sem brilho especialmente particular. O motor é elástico, enquanto a transmissão tem relações bem-escalonadas e, principalmente, engates precisos.

• Desempenho

O SpaceFox exibe performance coerente com o conjunto motor/transmissão que o empurra: acelera com alguma vontade, mostra retomadas convincentes e mantém uma velocidade de cruzeiro de 120 km/h com segurança e certa sobra de força. Não dá espaços para arroubos de esportividade, mas é apropriado ao uso “familiar” que se propõe.

• Dirigibilidade

Um dos itens nos quais o SpaceFox sobressai. A perua com jeito de minivan é fácil, agradável e macia de conduzir, não prega sustos, mostra equilíbrio mesmo sob solicitação severa e transmite aquela impressão de robustez característica dos compactos da Volks.

• Consumo

Segundo a fábrica, o SpaceFox é capaz de fazer uma média de 14 km/l com gasolina e 9,2 km/l com álcool. Números interessantes no atual mundo “gastador” dos flexfuel.

• Equipamentos

O fato de ter ar-condicionado, trio elétrico e direção hidráulica de série em todas as versões é fato digno de nota no sempre pobre universo de recursos de fábrica em carros compactos brasileiros. Mas trata-se mais de uma “obrigação” que um grande mérito: a Volks, na verdade, fez o “dever de casa”. Seguiu uma lógica mercadológica ao decidir oferecer o que consumidor mais costuma querer. E por uma relação custo/benefício interessante.

• Acabamento

O SpaceFox ainda não é o primeiro representante de uma nova era de sofisticação em compactos. Mas seu habitáculo apresenta mais esmero que o do Fox, com visual mais agradável e materiais de maior qualidade.

• Design

O Fox hacthback ainda tem lá certo ar de novidade e modernidade. Some-se a isso um volume “estendido” muito bem encaixado, pontuado por lanternas que saltam aos olhos de forma positiva. O resultado é uma perua alta, com jeito de minivan, que impressiona ao primeiro olhar, parece maior do que é e exala um charme raro.

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Ficha técnica

• Motor: bicombustível 1.6

• Transmissão: manual cinco marchas

• Potência máxima (cv): 101 (gas.)/103 (álc.)

• Torque máximo: 3.250 rpm

• Freios: discos dianteiros/tambores traseiros

• Comprimento (m): 4,18

• Largura (m): 1,66

• Altura (m): 1,57

• Entreeixos (m): 2,46

• Porta-malas (litros): 430

• Tanque de combustível (litros): 50

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