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Araraquara inaugura memorial afro

Folhapress
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Ribeirão Preto - Um banco de dados com a história do afro-araraquarense, que resgate sua memória na cidade, é um dos projetos do Centro de Referência Afro, inaugurado em Araraquara, após parceria entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a prefeitura. Uma das demandas do centro é diagnosticar quem é a comunidade negra atendida pelos postos de saúde e quais doenças acometem essa parcela da população, estimada em 60 mil pessoas (30% do total).

Para isso, além do banco de dados, que reunirá documentos das secretarias municipais, haverá capacitação de profissionais - o caminho será o mesmo em áreas como a educação. “No primeiro ano, o foco será o servidor de carreira, que vai além do governo e pode levar o projeto adiante”, afirmou Washington Lúcio Andrade, da Assessoria Especial de Promoção da Igualdade Racial da prefeitura. Além da detecção dos problemas, o projeto irá orientar investimentos.

“O trabalho irá proporcionar o cruzamento de informações e a criação de programas preventivos. A universidade contribui para uma intervenção mais qualificada e orienta os gastos do município, evitando desperdício”, afirmou o professor Dagoberto José Fonseca, coordenador do Núcleo Negro da Unesp.

Cinemateca, biblioteca, oficinas de hip hop e teatro estão entre as opções para os freqüentadores do centro, uma média de 50 por dia. “É um resgate da cultura negra. Esse povo não precisa de muito, precisa de um olhar”, disse Andrade, que veio do movimento negro. Segundo ele, a prefeitura já investiu até agora R$ 50 mil.

A criação do espaço atende a uma reivindicação da sociedade civil, trazida à tona no Fórum Municipal de Temática Ética para Afrodescendente, em 2002.

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