Internacional

Irã: EUA e britânicos simularam ataque

Folhapress
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Washington - Militares norte-americanos e britânicos realizaram, em julho de 2004, uma simulação de ataque ao Irã, informou ontem o jornal “The Guardian”. O exercício foi feito na base de Fort Belvoir, Virgínia (EUA).

O governo britânico, que tem dito que um ataque ao Irã é algo inconcebível, tratou de minimizar a informação. “Esses exercícios são criados para testar militares até seu limite em cenários fictícios. Nós costumamos inventar países e situações usando mapas reais”, disse ao “Guardian” um porta-voz do Ministério da Defesa britânico.

Seja como for, a notícia de que EUA e Reino Unido, ainda que hipoteticamente, já colocaram o Irã como alvo de eventual uma ação militar ocorre num momento de especial tensão entre o regime islâmico de Teerã e o Ocidente. O Irã anunciou na última terça-feira que, pela primeira vez, enriqueceu urânio, um passo para a produção em larga escala que é necessária para fazer armas nucleares.

Embora o Irã venha insistindo que seu programa nuclear é pacífico, a comunidade internacional pressiona Teerã a interromper o processo. No “jogo de guerra” anglo-americano contra o Irã, o ano era 2015, e o cenário, o mar Cáspio.

O nome do país atacado era “Korona”, mas suas fronteiras correspondiam exatamente às do Irã. Segundo disseram fontes do Ministério da Defesa britânico ao “Guardian”, o exercício foi considerado um sucesso.

Capacidade iraniana

O chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Giora Eiland, disse ontem que, a despeito do anúncio iraniano e das palavras desafiadoras de Ahmadinejad, ainda não é tarde para a comunidade internacional trabalhar junta para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.

“É verdade, eles de certa forma melhoraram sua capacidade e adquiriram novas habilidades de pesquisa e de desenvolvimento do enriquecimento de urânio”, disse Eiland à Rádio Israel. “Mas, entre esse estágio e a capacidade de produzir urânio na quantidade necessária para uma bomba, e entre essa capacidade e a de criar um sistema real de armamentos nucleares, há um lapso de tecnologia e tempo.”

O Conselho de Segurança da ONU deu ao Irã até o próximo dia 28 de abril para parar de enriquecer urânio, exigência que Teerã já rechaçou.

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