Entre 2003 e o primeiro trimestre de 2006, acidentes na Bauru-Marília mataram 70 pessoas. O comerciário José Roberto Motta, 39 anos, escapou das estatísticas de vítimas fatais. Com riquezas de detalhes, ele conta que no dia 3 de janeiro de 2000 sofreu um grave acidente de carro no ponto conhecido como “curva do posto Panorama”.
“O pessoal apelidou aquela curva como sendo da morte”, ressalta. Motta explica que na hora do acidente chovia muito e dirigia seu Fiat Uno sentido Marília-Bauru. Ao iniciar a curva, se deparou com um caminhão em sentido contrário trafegando em alta velocidade e ocupando parte da pista para conseguir fazer a curva. Conforme o comerciário, sua alternativa foi jogar o carro fora da pista para não colidir com o veículo de carga. Porém, sem acostamento, o carro perdeu a aderência no desnível entre asfalto e terra. “Perdi o controle e o que me lembro foi que o carro atravessou a pista no sentido contrário e bateu em um barranco, que me salvou de cair na ribanceira. O carro voltou na direção da pista e capotou várias vezes”, relembra.
Ele destaca que naquele dia foi sorte estar sozinho. “Se tivesse alguém do lado poderia ter morrido por que um ferro atravessou o banco do passageiro. Acordei com um cheiro de gasolina e o carro de ponta-cabeça. Consegui ver que dois carros pararam, mas não me socorreram. Saí pelo vidro porque as portas estavam travadas”, descreve.
Na época, Motta fazia o trajeto até Marília semanalmente e, agora, a cada 15 dias repete a viagem. Em sua avaliação, a estrada é extremamente perigosa. “Mal sinalizada e não tem locais de socorro. Não tem área de escape numa eventual pane. O condutor fica refém da sorte, ainda mais se for à noite. No boletim de ocorrência consta que o Fiat Uno deu perda total, com amassamento do teto, frente, laterais e traseira”, explica. Apesar da gravidade do acidente, ele só teve uma forte contusão na clavícula. Dias após, foi até a Base do Policiamento Rodoviário, que na época era em Gália e posteriormente foi transferida para Garça. “O policial me disse que tive sorte porque em outro acidente, também com um Fiat Uno, condutor e passageiro morreram”, acrescenta.
A rodovia Marechal Rondon (SP-300) está com obras entre Botucatu e Bauru, quilômentros 248 a 348. O trabalho interdita parte das faixas nos dois sentidos e é realizado ao longo da estrada, cada dia em um trecho.
A pista está sendo recapeada, ganhando nova sinalização horizontal (pintura no chão), onde estão sendo fixadas tachas refletivas (olho-de-gato) e colocadas defensas metálicas e barreiras de concretos.
Jaú-Itirapina
A rodovia Engenheiro Paulo Nilo Romano (SP-225), entre Itirapina e Jaú, está sendo duplicada pela concessionária Centrovias. O principal gargalo na estrada está no quilômetro 97, conhecido como acesso ao presídio, onde a pista está interditada até o próximo dia 30 de junho. A alternativa é utilizar o acesso localizado no km 99, conhecido como Represa do Broa.
Do quilômetro 91 ao 96, a estrada já está duplicada e liberada ao tráfego em pista dupla. Do km 96 até o km 107, as obras não interferem no tráfego. Em outro ponto, do km 107 até o km 144, a duplicação está sendo iniciada. A construção é retomada do km 144 até o km 156. Do trecho do km 156 até o 173, o tráfego está em pista dupla provisoriamente.
A Centrovias recomenda que os usuários prestem atenção na sinalização e nos limites de velocidade recomendados.